sábado, 6 de novembro de 2021

MORRO DO CHAPECÓ / RJ

 



A trilha ao Morro do Chapecó, é considerada de nível leve. O cume em formato de platô está a uma altitude de 554 metros, na vertente norte do Setor Pedra da Gávea-Pedra Bonita, no Parque Nacional da Tijuca.


O acesso ao Morro do Chapecó é o mesmo da Pedra Bonita, ou seja, tem seu inicio na Estrada das Canoas pra quem não está de carro. É uma subida bem íngreme, com cerca de 500 metros, até o início da trilha propriamente dita, localizada próximo ao primeiro estacionamento, onde há uma guarita. Para quem está de carro a trilha fica mais suave ainda, é só descer um pouquinho do estacionamento que você chega ao local onde tem uma placa indicando o início da trilha.


Toda trilha é realizada praticamente sob árvores, fazendo com que a temperatura seja mais baixa e a caminhada mais agradável.


O cume está voltado para o Alto da Boa Vista, e ao seu entorno foi feito com sucesso grande reflorestamento. De seu mirante é garantido visões espetaculares de atrações, como Pico da Tijuca, Pico do Bico do Papagaio, Morro do Cochrane, Pedra Agassiz, Baixada de Jacarepaguá e parte da Barra da Tijuca, entre outros.


É caminhada ideal para quem quer se integrar à natureza e aproveitar um bom exercício físico.

Geralmente os aventureiros que realizam a trilha do Morro do Chapecó, na volta aproveitam para ir até ao cume da Pedra Bonita e ir também até a Rampa de voo livre para observar os voos de asas deltas e parapentes.


OBS: Na guarita que fica na bifurcação com a Estrada da canoa fica um fiscal do Parque Nacional da Tijuca, que a nota os dados de todos que sobem em direção a Rampa de voo livre.










sábado, 17 de abril de 2021

                                           Pico do Pão de Açúcar de Paraty

Nosso roteiro começou no cais de Paraty- Mirim, onde embarcamos numa lancha rápida com destino à Praia do Cruzeiro, no Saco do Mamanguá.
Ali há algumas outras alternativas de trilhas, porém optamos por realizar a Trilha do Pico do Pão de Açúcar de Paraty, a cereja do bolo desse lugar mágico, cercado por montanhas, com Mata Atlântica preservada e um lindo mar azul.

Olhando lá de cima, é um das mais belas paisagens da região. O Saco do Mamanguá, em Paraty, é um dos lugares mais lindos do Brasil e está localizado na Reserva Ecológica Estadual da Juatinga. Sua beleza ímpar se apresenta em dezenas de pequenas praias preservadas, algumas com pequenas comunidades de pescadores, e costões rochosos, abrigados sob as montanhas da Serra do Mar. Na praia ficaram nossas esposas, enquanto eu e Herbert seguimos para realizar uma das mais belas trilhas da região, a do pico do Pão de Açucar de Paraty. Para chegar ao nosso objetivo, iniciamos nossa aventura na base da Praia do Cruzeiro, mais precisamente ao lado do Camping do Seu Orlando, onde uma placa indica algumas trilhas a seguir, mas fique atento pois ao passar pela placa existe uma bifurcação, Indo à esquerda, você caminhará quase 4km até a Praia do Engenho, que faz parte da Travessia da Juatinga. O caminho certo é o da direita.

  • A Trilha: Encaramos quase 1500 metros de trilha, desde da placa até o topo pico, através de uma subida bem radical e íngreme que mede em torno de 450 metros de altitude em plena Mata Atlântica. A trilha apesar de curta, não é tão fácil como parece, porém vale cada gota de suor para ver do alto o único fiorde do Brasil: o Saco do Mamanguá. A trilha é feita em sua maior parte sob a sombra da mata, somente um pequeno trecho à céu aberto é realizado bem próximo ao cume.

O solo é bem acidentado, pedras, raízes e troncos são obstáculos a serem vencidos durante a caminhada. Alguns trechos é preciso usar cordas, que já estão no local para ajudar na subida e descida. Apesar dessas restrições, o percurso é bem demarcado, sem perigo de se perder. No final da trilha tem que fazer uma pequena escalaminhada na pedra até o topo, mas sem maiores problemas.

Chegando ao cume, nem descansamos, fomos logo contemplar o belo fiorde do Saco de Mamanguá, Fiordes são extensos vales, cercados por enormes paredões rochosos inundados pelas águas do mar. Esta paisagem é muito comum em países próximos à Antártida ou ao Ártico como a Noruega, Dinamarca e a Nova Zelândia. Em Paraty ele mede 8 Km de extensão até finalizar no manguezal da Baía da Ilha Grande.

Depois de curtir muito todo visual lá de cima, voltamos a trilha para realizar a descida até a Praia do Cruzeiro, onde tomamos um gostoso banho de mar e também de água doce no chuveirão do camping. E depois de ouvir alguns “causos” narrados pelo Seu Orlando, saboreamos um autêntico almoço caiçara no seu restaurante, já reservado antecipadamente por nossas esposas.

Depois de relaxar nas sombras das árvores da propriedade do Seu Orlando, a mesma lancha da ida nos pegou no horário previamente marcado e retornamos a paraty Mirim onde deixamos o carro estacionado. E assim terminou mais essa linda aventura.

Texto: Valdir Neves

DICAS

  • Vários barcos saem do cais de Paraty Mirim para diversas praias do Saco de Mamanguá. Preço a combinar, para Praia do Cruzeiro – R$ 50,00 por pessoa.
  • Quem pode fazer a trilha do Pão de Açúcar do Mamanguá? Qualquer pessoa com condições físicas pode fazer a trilha.
  • Onde ficar
    Camping do Seu Orlando – Fica na Vila do Cruzeiro. Tel. (24) 99916 3532. Diária aprox. R$ 30 por pessoa. Tem uma pousada também lá.
  • Onde estacionar o carro em Paraty-mirim? Há vários estacionamentos. Recomendo o Estacionamento do Fabinho (dono do quiosque Ponto Certo). Aprox. R$ 20 por dia.

domingo, 10 de janeiro de 2021

CAMINHOS DE DARWIN - NITERÓI/MARICÁ/RJ

 


Em 2008, realizaram-se em várias partes do mundo as comemorações referentes ao aniversário de 150 anos do lançamento da Teoria da Evolução das Espécies pela Seleção Natural, desenvolvida de forma independente por Charles Darwin e Alfred Wallace. Integrando essas comemorações surgiu o projeto Caminhos de Darwin – um roteiro turísticocientífico cujo principal objetivo é proporcionar um resgate da importância do Brasil na história da ciência mundial. Esta comunicação tece considerações sobre a metodologia de construção do projeto que, para refazer o roteiro do naturalista, debruçou-se sobre a leitura do diário e das cadernetas de campo sobre sua passagem pelo Rio de Janeiro.


O britânico Charles Darwin, em sua viagem a bordo do navio Beagle, passou pelo Brasil em 1832. De 4 de abril a 5 de julho permaneceu no Rio de janeiro e, entre 8 e 24 de abril, empreendeu uma expedição ao interior do Estado. Caminhos de Darwin une as 12 cidades do Estado do Rio de Janeiro por onde o naturalista passou. Rio de Janeiro, Niterói, Maricá, Saquarema, Araruama, São Pedro da Aldeia, Cabo Frio, Casemiro de Abreu, Macaé, Conceição de Macabu, Rio Bonito e Itaboraí. 

Nosso percurso

Darwin passava os dias coletando, observando e estudando o comportamento desses animais e suas anotações foram importantes para a formulação da Teoria da Evolução e o principio da seleção natural. Mas, se a fauna e a flora brasileira causaram deslumbramento e estupefação ao naturalista, o mesmo não se pode dizer dos hábitos dos brasileiros. Darwin criticou em seu diário de viagem, por exemplo, quando pernoitou na fazenda Itaocaia a existência de escravos no Brasi, pois era forte crítico da escravidão e defensor da igualdade de direitos e contra os privilégios destinados aos homens de posses.

Nesta nossa aventura realizamos com os amigos da Zona Oeste o circuito percorrido pelo naturalista na divisa entre os municípios de Niterói e Maricá, começando na localidade do Engenho do Mato e terminando em Itaocaia em Maricá, com um total de 8,7 Km. Passando por estradinhas de terra, floresta de mata atlântica e do alto uma visão da Fazenda e da Pedra de Itaocaia, tudo isto visto da Serra da Tiririca. No final da trilha comemoramos o aniversário de nossa querida amiga Marilza com um delicioso bolo.
Descrita pelo naturalista inglês Charles Darwin como “um dos enormes morros de granito, íngremes e nus, tão comuns neste país”, a Pedra de Itaocaia já foi palco de muitas histórias e lendas.
Pedra de Itaocaia


















Ao fundo Pedra Itaocaia


Fazenda e Pedra Itaocaia