quarta-feira, 21 de março de 2001

PEDRA DO PAPUDO - RJ




O ponto mais alto da Serra dos Órgãos é a Pedra do Sino, com 2.263 metros de altitude. E como essa é a montanha mais conhecida pelos montanhistas, muita gente acha que, olhando da cidade, ela é a mais alta que se avista. Porém, a formação rochosa que se destaca em relação à altura desse ângulo é o Papudo que, ao contrário do Sino, é muito pouco visitado. Infelizmente – ou felizmente, se levado em conta o fator degradação – a grande maioria dos que visitam essa imponente cadeia de montanhas em busca de um bom lugar para admirar Teresópolis de cima não conhece esse local de acesso relativamente fácil, pois grande parte da trilha também é comum para ambas as montanhas. O acesso do Papudo fica antes do local conhecido como vale das antas e de seu cume a 2.234 metros é possível conhecer e contemplar outras montanhas da região.
Para chegar ao topo do Papudo que fica na divisa dos municípios de Petrópolis e Teresópolis, Eu, meu filho Thiago, seu amigo Rafael e outros amigos andamos entre 3h30 a 4h, sendo que mais de 90% do caminho a mesma trilha que nos leva a Pedra do Sino, e que cerca de dez minutos depois da Cota 2000, uma espécie de mirante em uma curva, de frente para a Pedra da Cruz que fica a esquerda, encontra-se a entrada da trilha à direita. Após passarmos embaixo de uma grande árvore, a trilha se mostra bem demarcada, não ocorrendo risco de se perder. Na base e bem próximo do cume existe vários locais onde passamos por pequenas cavernas e muitos blocos de pedras “amontoadas”, que fazem o local mais atraente e charmoso. O mais surpreendente é que quando a gente sai da mata mais fechada e encontra uma área descampada, nos deparamos com um excelente local para apreciarmos de diferentes ângulos quase toda cidade de Teresópolis e as belezas dessa linda cadeia de montanhas, desde o Dedo de Deus até a Pedra do Açu, em Petrópolis.
Dos 2.234 metros de altitude do Papudo , olhando para baixo, vemos a trilha para o Sino cortando a mata e chegando até o Abrigo 4, além de ver bem a nossa frente o sempre movimentado cume da Serra dos Órgãos e ao lado o Morro da Pipoca. Entre as pedras São Pedro e Baleia, a Baía de Guanabara se destaca, dando a impressão de estar mais perto do que vista do Sino. É uma pedra fantástica e dizem que de seu cume da para ver o sol nascer com a cidade de Teresópolis em primeiro plano. E um pôr do sol também bonito demais, que nessa época do ano fica na direção da imponente Maria Comprida, em Petrópolis. Olhando para baixo, na direção de Teresópolis, da para avistar a Agulhinha Bonatti. Essa montanha está a 2.000 metros de altitude em relação ao nível do mar, porém a apenas quinze “do chão”. No seu cume só cabem três pessoas, sendo que o último que chegar fica em local tmente desconfortável.


Dica: vale lembrar que antes de colocar amochila nas costas e iniciar qualquer caminhada ou escalada no interior do Parque Nacional, é necessário adquirir antecipadamente o ingresso na portaria.


















domingo, 11 de março de 2001

PEDRA DO CONDE - RJ



A Pedra do conde com 821 metros de altitude, localizada no Parque Nacional da Tijuca possui esse nome em homenagem ao Conde Gestas que era proprietário de uma fazenda no local, também é conhecida como Pedra Redonda por causa de seu formato. Estacionamos os carros próximo a Capela Mayrink, e Eu, meus filhos Thiago e Juliana, juntamente com outros amigos iniciamos o passeio cruzando uma pequena ponte até chegar ao playground, passando depois por um conjunto de mesas de pedra, até chegar realmente ao início da trilha, não entre na trilha a esquerda da churrasqueira que segue beirando o rio. Seguimos a mesma trilha que é utilizada para o Alto da Bandeira e Morro do Anhanguera. A trilha no início apresenta uma grande subida em ziguezague após algum tempo de caminhada chega-se a primeira  bifurcação, seguimos a trilha à esquerda, a direita é o caminho para o Alto da Bandeira. Continuamos até a próxima bifurcação, onde seguimos em frente, neste trecho da caminhada a trilha fica plana e as primeiras montanhas como o Pico da Tijuca, Cocanha, Papagaio e outras já podem ser observadas. Encontramos nova subida pela frente e outra bifurcação, onde também entramos à esquerda e mais adiante nova bifurcação, agora seguimos à direita e mais uma subida em ziguezague. A trilha para o cume da Pedra do Conde em seu trecho final apresenta um aclive acentuado, sendo que em certos trechos fizemos uma escalaminhada, onde foi necessário a utilização das mãos segurando tanto na vegetação, quanto nas pedras para nos dar segurança. Na próxima derivação seguimos à direita e chegamos direto no cume, de onde obtivemos uma magnífica visão de toda Zona Norte do Rio de Janeiro. O topo desta pedra possui muita vegetação e apresenta três mirantes de onde apreciamos belos visuais. O 1º mirante fica antes de chegar ao cume, e dele podemos apreciar grande parte do bairro da Tijuca e do Morro do Sumaré com suas torres e antenas, prestando bastante atenção é possível ver o Cristo Redentor entre elas. Do segundo mirante temos uma magnífica visão da Pedra da Gávea e de boa parte da Barra da Tijuca e do terceiro observamos o Centro da Cidade, o Pico da Tijuca, Tijuca-Mirim e Andaraí Maior, além da Baia da Guanabara com a Ponte Rio-Niterói e se o dia estiver limpo, da para ver ao fundo a linda Cordilheira da Serra dos Órgãos, destacando o Dedo de Deus.
Pode retornar da Pedra do Conde pela trilha que vai para o Morro do Anhanguera, para isto na descida quando atingir a trilha principal, seguir a direita e depois descer em direção a Estrada Excelsior. Quando chegar na estrada tem a opção de dar uma esticada até o mirante do Excelsior, para isto siga à direita. Caso não queira dobre à esquerda e siga pela estrada até o Barracão.
É uma bela caminhada de aproximadamente 2 km, com belíssimos visuais, classificada como leve superior.






sábado, 28 de outubro de 2000

CACHOEIRA DOS TREZE - ITAIPAVA / RJ



Em fevereiro de 2001 saímos para realizar um rapel na Cachoeira dos Treze em Itaipava. Essa cachoeira fica localizada a 13 km da estrada que liga Itaipava a Teresópolis, na bonita, florida e sinuosa estrada Petrópolis-Teresópolis. Por ter fácil acesso a cachoeira se apresenta um pouco suja, principalmente no primeiro poço, mas no segundo ainda dá para dar um mergulho, mas mesmo com lixo que algumas pessoas insistem em deixar, a visita à cachoeira ainda é um bom programa. A sujeira deixada nessa cachoeira mostra a total falta de educação de algumas pessoas e também a absoluta ineficiência da prefeitura em manter limpa e sinalizada uma beleza natural da cidade para cativar o turista ou mesmo em criar mais uma opção de lazer para a população. O acesso conta com um amplo local de estacionamento num recuo ao lado da estrada. A trilha é curta e segue margeando o rio, num lugar muito bonito cercado de verde. Com poucos minutos de trilha surge a primeira visão da cachoeira.. Na base da cachoeira existe um ótimo poço com águas sempre geladas, mesmo no verão. Existe também uma trilha para a parte superior da cachoeira Pra turma que gosta de rapel que também é bem curtinha, começando no lado direito da mesma. A cachoeira grande possui grampos, porém para chegar na parte de cima é preciso ter muito cuidado, pois no leito do rio onde despenca a água da cachoeira possui uma grande laje de pedra escorregadia e qualquer vacilo é morte na certa, infelizmente mortes já ocorreram nesse local. O nosso amigo João Sergio, profundo conhecedor da área chegou fácil e preparou todo nosso rapel. Todos rapelaram várias vezes essa bela cachoeira, ora sobre a água, ora sob a água, realmente foi uma experiência única em nossas vidas. Muito legal.





































quarta-feira, 26 de janeiro de 2000

PRAIA DA SOROROCA - ANGRA DOS REIS/RJ (3)





Pela terceira vez fomos a Praia da Sororoca em Angra dos Reis, agora em pleno verão de 2000. O grupo contava com vários amigos e caminhada começou na areia da praia de Garatucaia, pois estávamos na casa de meus cunhados dentro do condomínio. Ao final da faixa de areia, subimos por uma trilha perto da Vila dos Pescadores que dava acesso à Praia de Caetés, chegamos a estrada que à esquerda nos leva a Praia de Caetés, seguimos a direita para a Praia da Sororoca. Após uma subida suave de quase 1km nesta estrada, com belos visuais da Praia de Garatucaia, de Conceição do Jacareí e bem ao fundo de uma grande serra que faz parte do Parque Estadual de Cunhambebe, além de outras seções da Serra do Mar, chegamos ao local que dá acesso a trilha, onde um muro de pedra com um portão é a senha de entrada. O início da trilha é basicamente composto de vegetação rasteira, e como o sol não nos deu moleza, apesar de estarmos descendo em direção a praia, a situação só foi amenizada com o belo cenário descortinado a nossa frente, que nos apresentava um mar azul e ao fundo grande parte da Ilha Grande, realmente é para parar e refletir um pouco esse presente da Mãe-Natureza. Continuamos descendo, entrando por um trecho de Mata Atlântica, chegando logo a seguir na areia da praia. Notamos que a praia desta vez estava, ao contrário das vezes anteriores sendo bastante freqüentada por gente com pouca educação ambiental, pois havia muito lixo espalhado, no entanto, esta pequena praia com 150 metros é totalmente envolvida em toda sua extensão por fragmentos da Mata Atlântica, predominando em suas laterais belos costões rochosos, e apresentava toda faixa de areia limpa e a água do mar cristalina como sempre. Isso, aliado à beleza do lugar, que nos brindava bem em frente com a Ilha Grande. Ela somente é alcançada por trilha ou por via marítima, e justamente devido a essas atrações várias lanchas ali estavam fundeadas. Ou seja, embora houvesse uma degradação evidente no local, o mesmo ainda guardava um patrimônio ambiental e cênico considerável. A única casa da Sororoca fica oculta pela vegetação no lado leste da praia. Há neste trecho da areia, um pequeno e artesanal restaurante, oferecendo opções de bebida e comida a preços proibitivos... Assim, ao que tudo indica, a Sororoca atrai não apenas pessoas de baixa renda, que inclusive acampam no local, mas também abonados. Pena que, ao que tudo indica, nem uns nem outros respeitem o lugar como ele merece. Ficamos relaxando e mergulhando nas águas esverdeadas, transparentes, mornas, calmas e agradabilíssimas da enseada durante aproximadamente duas horas. Após tirarmos o sal num dos chuveiros de água de nascente instalados na praia, e logo depois retornamos a Garatucaia, através de uma íngreme subida.