sábado, 12 de abril de 2003

RAFTING NO ALTO DO RIO MACAÉ - RJ





Casemiro de Abreu fica perto o suficiente para que o turista aproveite bem o fim de semana, mas longe o bastante para que deixe para trás a cidade grande e seu estresse. A cerca de duas horas do Rio, Casimiro de Abreu e seus distritos escondem em suas estradas um mundo de matas, cachoeiras, mirantes, rios e trilhas que seduzem os adeptos dos esportes radicais e inspiram poetas e românticos. Na prosa dos moradores ou nos versos de seu filho mais ilustre — que deu nome à cidade —, o visitante encontra bons motivos para
deixar o conforto de sua casa e aventurar-se numa região que ainda conserva um jeitinho de roça e que é capaz de surpreender (e agradar) até os mais sedentários. Ideal para quem quer se livrar da gravata e dar um nó na mesmice. Mesmo que o espírito aventureiro ande lá meio enferrujado. Afinal de contas, como antecipam os cartazes na estrada, Casimiro é emoção e adrenalina num cenário de belezas preservadas. Da serra ao mar. De um extremo ao outro. O que não faltam são desafios na medida certa para cada tipo de esportista. Desde as caminhadas mais leves, daquelas que qualquer criança pode fazer, até atividades com maior grau de dificuldade, que exigem experiência e treinamento.
A proximidade com o Rio Macaé é perfeita para quem quer experimentar a emoção de descer as corredeiras de um rio. Há três tipos de programas de rafting: Macaé, Alto Macaé e Expedição Macaé. O primeiro tem duração média de uma hora e 30 minutos e é ideal para marinheiros de primeira viagem. O segundo, mais longo, exige alguma experiência e
pode durar cerca de duas horas e meia. Expedição Macaé é para os esportistas de carteirinha, que podem aproveitar um dia inteirinho de aventura — com parada para o almoço e muitas manobras radicais, onde são necessárias técnicas mais apuradas.
O Rio Macaé nasce cristalino na localidade de Verdun, distrito de Muri na divisa de Nova Friburgo e segue barulhento sobre as pedras rio abaixo rumo a leste do município, em direção a Lumiar, onde recebe as águas de diversos rios, como o Rio São Pedro e Bonito. Possui diversos trechos cheios de cachoeiras, o que propicia a prática de esportes radicais, como o rafting, boiacross e canoagem. O Rafting é uma modalidade dos inúmeros esportes praticados ao redor do mundo. Os primeiros registros da prática desse esportes existem há mais de 100 anos, que começou a ser praticado no Grand Canyon em 1909, nos rios Colorado e Mississippi. Apesar disso, foi só na década de 50 e 60 que o esporte começou a ser realmente praticado e se popularizou nos Estados Unidos e no mundo. O Rafting é praticado essencialmente descendo corredeiras dentro de
um bote inflável, com a equipe, mais o instrutor, que Antes de começar qualquer descida de rafting, passa à todos os participantes detalhadas instruções de conduta relativas à segurança. Estas Instruções são lembradas pelos demais condutores durante momentos estratégicos da descida do rio, e seu cumprimento é fundamental para a segurança de todos. Existem 6 níveis de dificuldade que são analisados de acordo com a intensidade das corredeiras. Em percursos de alto nível, é sempre bom ter o apoio de um "Safety Cayak", que é um profissional que desce de caiaque, na frente do bote, para auxiliar no resgate dos participantes caso o bote vire, por exemplo.Como qualquer outro esporte radical, o uso de material de segurança é essencial. 
Saímos do Rio de Janeiro em direção ao município de Casimiro de Abreu, onde pegamos 7 km da Estrada Serra Mar em direção a Sana até a base da Canoar, operadora do nosso rafting. Ali, após receber os equipamentos e as instruções para a aventura, seguimos em
busão da canoar até o local de início do rafting, localizado na estrada serra mar, junto do encontro dos rios macaé e bonito, próximo a uma ponte, dentro da APA de Macaé de Cima. Todos no bote, iníiciamos a aventura num trecho de remanso do rio que corre sempre acompanhado por montanhas e mata ciliar e mais adiante próximo as corredeiras torna-se mais caudaloso, com descidas de classe I ao III+. Curtimos com muita adrenalina esta aventura com um percusro de 4km em aproximadamente 2 horas. Com certeza afirmamos que é um dos melhores rafting do estado do Rio de Janeiro com classificação de nível médio.
Requisitos e Equipamentos dos Participantes: Atividade recomendada para pessoas com mais de 16 anos que gostam de participar de atividades aquáticas com técnicas simples de navegação em corredeiras. A atividade não é recomendada para pessoas que não saibam nadar e com problemas cardíacos, de coluna ou articulações, ou que foram submetidas recentemente a algum tipo de cirurgia ou tenham qualquer outra restrição médica à atividade física. Neste caso o condutor deve ser comunicado e o cliente não poderá participar da atividade.

*Recomendamos: Protetor solar, repelente contra insetos, Roupas leves, de banho e roupas secas para troca. Calçado: Tênis ou sandálias que não soltem dos pés.
*Grau de Dificuldade: Médio – Classe III (não precisa ter experiência anterior);
*Limite de Participantes: Mínimo de 05 (cinco) e máximo de 30 (trinta) pessoas. Acima deste número consultar.
*Valor : A combinar
*Itens Inclusos: Transporte: Transporte do ponto de chegada ao ponto de partida do Rafting, Equipamento, Seguro, desde que contratado na loja ou previamente agendado, Condutores treinados em Primeiros socorros e técnicas de resgate.















































quarta-feira, 5 de fevereiro de 2003

PISCINAS NATURAIS DO CACHADAÇO / PARATY - RJ


Nossa primeira trilha as piscinas naturais do Cachadaço em Paraty, ocorreu em fevereiro de 2003, quando a conheci com minha esposa e meus filhos. A região de Trindade conta com algumas belíssimas praias, como a Praia do Meio, a Praia dos Ranchos ou de fora, a Praia do Cepilho, a praia do Cachadaço, além das piscinas naturais, que ficam a cerca de 1 hora de trilha, que podem ainda serem acessadas através de bote com motor que saem da Praia do Meio ou do Rancho.
Saímos do Rio de Janeiro de carro em direção a Paraty, mais precisamente Trindade onde havíamos reservado uma pousada no centrinho da vila. A entrada para Trindade fica localizada a aproximadamente 15 Km, após a entrada para o centro de Paraty, à esquerda da Rodovia Rio-Santos, no sentido Ubatuba,. É uma estradinha belíssima, circundada por Mata Atlântica. Quando chegamos a primeira praia, a do Cepilho, o carro e também os ônibus passam sobre um pequeno curso de água que corre sobre uma imensa pedra que corta a estrada, correndo em direção ao mar, somente isto já nos dá a idéia de como o local é bucólico.
No dia seguinte partimos cedo da pousada, cortando todo centrinho da vila, em uma caminhada curta até a Praia do Meio, Apesar desta praia ser muito bonita, optamos por seguir direto a trilha para a praia do Cachadaço. Deixamos esta praia para o dia seguinte.
A pequena trilha da praia do Meio até a praia do Cachadaço não levou mais do que 10 minutos, seguimos sobre pedras que dividem as duas praias e logo estávamos pisando as areias da Praia do Cachadaço. A praia do Cachadaço, não estava exatamente vazia, porém possui um aspecto selvagem, com poucos sinais de civilização. Atravessamos andando pela areia toda extensão da praia, que neste dia apresentava altas ondas, para iniciar a trilha que tem seu início bem final da praia, até as piscinas naturais. Se não me engano, encontramos apenas 1 quiosque de praia, com algumas cadeiras, próximo a um córrego que deságua no mar.
O início da trilha foi um pouco complicado, já que a maré estava cheia e tivemos que passar entre as pedras para alcançar o no ponto onde a trilha se inicia. Desse ponto, foram cerca de 25 ou 30 minutos até as piscinas naturais, com algumas pequenas subidas e descidas,por entre uma mata bem fechada. Muita gente faz esse roteiro, principalmente em pleno verão.
Finalmente chegamos ao nosso destino, e a piscina já estava bastante povoada, o Cachadaço é uma piscina natural rodeada por enormes pedras vulcânicas, que a protegem do mar aberto e com isto fazem com que suas águas esverdeadas fiquem calmas e cristalinas. O local é ideal para pratica de mergulho, pois neste lugar é possível nadar entre peixinhos coloridos. Snorkel e máscara são equipamentos "obrigatórios".
Curtimos muito aquele paraíso, apesar da grande quantidade de pessoas, que tira o aspecto de um lugar realmente selvagem e o aproxima mais de um piscinão popular. Isso sem contar com o lixo, que alguns
turistas acabam deixando. É o mal dos lugares que ficam muito famosos e cujo acesso fica cada vez mais fácil.
A trilha da volta foi tranquila, e no final, apesar da maré alta, ainda assim conseguimos acessar a praia do Cachadaço caminhando pelas pedras. Depois ainda passamos na Praia do Meio para um banho relaxante em suas águas.
Os dias terminam rápido em Paraty, e o Sol da manhã já cedia lugar a nuvens pesadas. Voltamos para a pousada depois de trilhas e praias, mas o que queríamos mesmo era um banho quentinho e almoçar, hehehehehe.

DICAS
1.Quem vai de busão: Pegar o ônibus da Colitur no centro de Paraty para Trindade, que faz o percurso em aproximadamente 50 minutos. Sai de hora em hora, tanto de Paraty, quanto de Trindade.
2.Quem não quer utilizar a trilha, bote com motor  saem da Praia do Meio e do Rancho por R$ 10,00, somente ida.
3.Trilha da Cabeça do Índio - Basta seguir a trilha da piscina do Cachadaço por mais 40 minutos. Lá de cima dá para ver todas as praias e a vila de Trindade.












sábado, 11 de maio de 2002

PEDRA DA TARTARUGA - RIO DE JANEIRO/RJ



Dono de uma extensa faixa litorânea, o município do Rio alçou fama internacional graças, em grande parte, às suas praias urbanas. Mas essa orla generosa, que abriga dezenas de praias, esconde um verdadeiro tesouro, pois preserva coinco delas ainda selvagens. São recantos paradisíacos, protegidos por paredões de pedra e vegetação exuberante, acessíveis apenas por trilhas ou por embarcações. Situadas entre Grumari e Barra de Guaratiba, as Praias selvagens estão localizadas dentro dos limites do Parque Estadual da Pedra Branca. De águas límpidas e praticamente intocadas, estas praias oferecem uma ótima oportunidade para os que buscam locais distantes e pouco freqüentados, longe das badaladas praias urbanas do litoral carioca, porém dentro da capital.
 As praias dos Búzios (ou das Conchas), do Perigoso, do Meio, Funda e do Inferno são pouco conhecidas até mesmo por cariocas, pelo menos até agora, mas pra quem não sabe, elas já serviram como posto avançado para a primeira invasão da cidade do Rio de Janeiro pelo corsário francês Jean-François Duclerc. Este ataque foi rechaçado pelas fortalezas de Santa Cruz e São João, na entrada da Baía de Guanabara.

Eu, meus filhos e outros amigos seguimos para a praia da Barra de Guaratiba, onde estacionamos os carro e começamos a caminhada subindo uns 300 metros da Estrada do Canto da Praia e depois a esquerda um conjunto de escadarias até chegar na estrada Parlon Siqueira. Deste ponto já é possível visualizar o belo litoral de Barra de Guaratiba e da longa restinga de Marambaia. Depois seguimos a esquerda, subimos mais um pequeno trecho dessa íngreme ladeira, dobramos a direita numa servidão que vai afinando até virar propriamente uma trilha. O caminho é bem marcado e segue sinuosamente a encosta em um habitat praticamente selvagem, com interessantes formações rochosas, que contornam o recortado litoral, sempre com o mar a direita da trilha, e que as vezes nos presenteia com uma bela visão da Pedra da Tartaruga, que em seu melhor ângulo nos faz lembrar o quelônio. Para abrilhantar ainda mais este magnífico cenário
avistamos a Ilha Rasa com seu antigo farol ao largo de um imenso mar azul. Continuando sempre seguindo pela trilha principal, ignorando algumas entradas para trilhas secundárias que descem ligeiramente a direita, cruzamos depois de mais de 1 Km com um ponto de água, conhecido como Riacho da Vovó, muito utilizado pela galera que faz trilha neste local. Aproximadamente 200 metros depois do ponto de água chegamos a 2ª bifurcação, onde iniciamos uma descida na encosta até chegar a base da Pedra da Tartaruga. No final da descida, literalmente nas patas da tartaruga,pode-se optar por 2 caminhos, o da direita, é uma plana e curta trilha que segue direto para a primeira praia selvagem, a praia dos Búzios, uma pequena praia pedregosa que fica de frente para a Ilha Rasa. O caminho a esquerda, também com quase 100 metros, alcança a Praia do Perigoso e neste mesmo caminho uns 50 m antes, dobrando a esquerda chega-se a subida da Pedra da Tartaruga. Depois de quase 100m entre a esquerda novamente para uma subida final de 350m até a cabeça da Tartaruga, local onde existe inúmeros vias de escaladas e o famoso rapel negativo de quase 50m. Permanecemos ali um bom tempo rapelando e contemplando aquele bonito cenário emoldurado pelas últimas praias selvagens da cidade e mais ao fundo as praias de Grumari, Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Maciço da Tijuca e pedra da Gávea.

Considerações finais: É uma caminhada moderada, sem desnível acentuado e de fácil orientação, com duração de aproximadamente 1:00h até a praia do Perigoso e pedra da Tartaruga. O roteiro todo até a Praia do Inferno tem duração de 4 a 6hs. O acesso por trilha limita bastante a presença de banhistas às cinco praias. É fato. Mas seria inverdade afirmar que elas são sempre desertas. Esse pedaço de paraíso ainda protegido do litoral carioca costuma ser refúgio de dezenas de praticantes de camping "selvagem", apesar de proibido, nos feriado prolongados e na temporada de verão, deixando um rastro de lixo para trás e algumas pedras pichadas pelo caminho, indicando que a região não está a salvo de vandalismo, embora faça parte d e uma Área de Proteção Ambiental, porém fora dos períodos tumultuados, as praias estão praticamente desertas, exibindo toda sua beleza, além de descortinar outros diferentes ângulos. As duas primeiras praias, Búzios e Perigoso, por terem águas mais calmas (apesar de risco de correnteza) e acesso mais fácil, são as preferidas de quem se dispõe a fazer a caminhada até elas. A Praia do Meio, é a maior e favorita dos surfistas.


Todo o esforço até esses pontos é recompensado, pois tudo é lindo, deserto e selvagem, nem parece que estamos em plena cidade do Rio de Janeiro. É um lugar realmente especial.


É bom lembrar para levar bonés, chapéus ou viseiras, pois a maior parte da trilha até a Pedra da Tartaruga e praias selvagens é feita em área descampada, o que pode ser bastante desagradável em dias de sol e calor. Abuse do protetor solar e não se esqueça de levar proteção para os olhos.