quarta-feira, 7 de junho de 2017

CAJÓN DEL MAIPO NO INVERNO / CHILE


Muitos turistas quando estão em Santiago ficam indecisos para onde ir, pois a capital oferece diversos destinos turísticos, porém um só recentemente começa a figurar em todos os roteiros chilenos, a linda e exuberante região de Cajón del Maipo. Dentre tantos atrativos, como banhos termais, rafting, trekking, lagunas e vulcão, destacamos um dos principais pontos turísticos do Chile, Embalse el Yeso, localizado a duas horas e meia de Santigo (73 Km), perto de San Jose del Maipo.Agendado com a mesma agência de turismo que realizamos todos os passeios quando ficamos hospedados em Santiago, partimos bem cedo da capital chilena numa van rumo a Cordilheira dos Andes, com a primeira parada na pequena e pacata cidadezinha de San Jose del Maipo, situada a 48 Km da capital. Este vilarejo é declarado um monumento nacional, principalmente por suas construções coloniais, sua igreja e sua Plaza de Armas, ponto de encontro para os amantes turismo de aventura.

Continuamos a viagem pela Ruta G-25, também conhecida como Camino al Volcán, e após uns 15 Km deparamos com o misterioso Túnel Tinoco com mais de 500 m de extensão, que até 1980 era usado para passagem de trens que ligavam as pequenas cidades da região. Este túnel com aspecto abandonado apresenta em uma das entradas uma enorme variedade de objetos, que dizem foi colocada pela família de um rapaz de 18 anos, conhecido como Willy, que cometeu o suicidou dentro dele. Para os que entram no túnel, apesar da escuridão inicial, encontram em toda sua extensão inúmeros arcos que mostram uma bela visão do Rio Maipo que corre paralelo a estrada e das montanhas ao redor.


Prosseguimos pela Ruta G-25 por cerca de 5km e chegamos a localidade conhecida por Romeral, onde deixamos o asfalto e seguimos por uma estrada de terra, agora em companhia do Rio Yeso, que juntos com os rios Colorado, el Volcan e Mapocho são os principais afluentes do Río Maipo. Neste trecho do percurso a adrenalina sobe a cada curva da estreita, sinuosa e linda estrada e dos vários penhascos, porém somos totalmente recompensados com paisagens maravilhosas que vão tomando conta do ambiente. São montanhas com neve para todo lado, apresentando uma imagem surreal. Muitas fotografias foram batidas no trajeto.



Passamos por Las Cascaras, um lugar que foi o alojamento da empresa que construiu a Represa Embalse el Yeso. Após a inauguração da represa em 1967 estas construções foram utilizadas como base militar, porém pouco tempo depois foram abandonadas e seguem assim até hoje.


Um pouco mais adiante chegamos a um lugar mágico, com impressionantes paisagens, destacando uma linda represa azul turquesa, conhecida como Embalse del Yeso, que acumula águas do degelo das montanhas nevadas, localizada a 2600 metros de altitude em meio a um vale, cravado no meio da majestosa Cordilheira dos Andes. A realidade é que Embalse el Yeso é um grande reservatório de água potável, com capacidade para armazenar aproximadamente 250.000.000 mde água; o que o torna a principal fonte de abastecimento de água de grande parte da região metropolitana de Santiago.

A van que nos deixou num ponto mais perto possível da estradinha que margeia a represa, pois era impossível prosseguir mais adiante devido as condições climáticas. Começamos então a percorrer à pé, porém com toda atenção, pois havia muita neve em todo percurso dessa plana e sinuosa estradinha que se estende por quase 10 Km ao longo da represa. São momentos inesquecíveis, de onde obtemos desse lugar dos sonhos imagens e fotografias sensacionais.

Se você ter tempo disponível, e as condições climáticas propícias, vale muito prosseguir pela mesma estrada e ir além da represa, você chegará ao Parque Valle del Yeso. No parque você poderá desfrutar de belas piscinas naturais de águas termais que brotam na montanha. É possível também acampar, e uma boa dica é armar as barracas próximo às águas termais, porém esta atividade é mais indicada para os meses mais quentes.

Este local com entrada franca pode ser visitado durante todas as estações do ano, cada uma apresentando sua particularidade, com diferentes atividades e belezas naturais. No verão, por exemplo é possível praticar windsurfe, pescar ou entrar nas águas geladas da região, já no inverno, podemos contemplar um ambiente todo branquinho da neve que cobre suas montanhas e águas congeladas. Nesta época mais fria as trilhas devem ser utilizadas, já que as estradas se tornam inviáveis para o transito de veículos.

Retornamos ao local onde a van havia nos deixado e fomos surpreendidos, pois enquanto curtindo a espetacular e majestosa natureza local, a galera da agência tinha montado uma grande e farta mesa com vários petiscos, sucos, refrigerantes, cervejas e vinho aos pés da Cordilheira dos Andes. E para fechar com chave de ouro nosso incrível e espetacular passeio fomos abençoados com geada, deixando todos emocionados e extasiados. Depois de algum tempo admirando este paraíso retornamos para Santiago.


Para quem tem tempo e até mesmo pretende ir por conta própria, pode realizar um roteiro com mais calma e bem mais completo, pois Cajón del Maipo tem muitas opções turísticas. Cabe a cada um escolher suas atividades preferidas em outras diferentes e interessantes cidadezinhas e vilarejos. 


Você quer esquiar, Lagunillas tem um bom centro de ski, quer realizar uma bela escalada, o lugar ideal com muitas agências especializadas é o Cerro Las Torrecillas em El Manzano. El Toyo é para quem gosta de pesca esportiva, Queltehues é o lugar dos famosos Baños Morales, Termas del Plomo, Baños Colina, El Volcán e ainda temuma gigantesca hidroelétrica. La Obra tem artesanato em pedra, já Las Vertientes é famosa pelo mel e cristais de quartzo, vinhos e bebidas regionais ficam em El Canelo, frutas secas são vendidas em El Ingenio. El Melocotón tem um museu que conta as histórias das ferrovias da região, porém se você quer conhecer uma “cidade fantasma” vá até Romeral.
Outro lugar fantástico com suas piscinas naturais, formadas a partir das atividades vulcânicas da região, muito procurado por turistas são as Termas de Colina.

DICAS
- Muito se fala sobre os perigos desse passeio no inverno, isso porque boa parte da estrada não é asfaltada e beira precipícios. Então se você pensa em alugar um carro para fazer esse passeio por conta própria, o cuidado ter que ser redobrado, pois dirigir na neve é bem diferente de dirigir em qualquer outro terreno, e sem um veículo 4X4, pior ainda. O melhor mesmo é ir com uma empresa legalizada e conhecida, onde os guias e motoristas conheçam realmente o trajeto. No nosso caso foi a Agencia Viagem Chile.
- No inverno vá com roupas para o frio e botas impermeáveis, pois além da baixa temperatura, o vento nesta região deixa a sensação térmica muito mais abaixo nos termômetros. Outros cuidados importantes são a utilização sempre de protetor solar e óculos escuros, pois a altitude faz com que os raios UV sejam bem agressivos aos olhos.
- Beba muita água e tenha consigo lanches como sanduíches, frutas e biscoitos, pois no local não há comércio.
- Se estiver em Santiago, programe 1 dia inteiro para fazer esse passeio, mas eu acho que Cajón vale uma esticada maior, pois tem muita coisa a oferecer. Tem estação de esqui, glaciar, vulcão, enfim, sugerimos no mínimo 2 dias por lá.










domingo, 9 de abril de 2017

MORRO DA BOA VISTA - RJ






O domingo que prometia chuva e a ausência do astro-rei me parecia praticamente certa, e mesmo assim apostei e parti de carro em direção ao Restaurante Mirante da Prainha, local marcado para encontro com os Amigos da Zona Oeste e onde também tem inicio da trilha. A Trilha do Morro da Boa Vista começa num
estacionamento em frente a este restaurante situado entre o final da Prainha e o inicio da subida para Grumari. No local, há uma espécie de grade de proteção, impedindo a entrada para o acesso a trilha. Cabe ressaltar que não sei por qual motivo essa trilha é oficialmente proibida.
Após ultrapassarmos este obstáculo, iniciamos a subida junto a um costão rochoso, de onde é possível visualizar a subida da trilha em direção a mata bem preservada. Praticamente todo caminho é realizado margeando este costão, encontrando alguns trechos íngremes e bem escorregadios, portanto durante o percurso é importante ter atenção aonde se pisa e também aonde se apoia com as mãos devido a presença de vegetação com espinhos, tornando assim a trilha um pouco cansativa, principalmente para que não está com o preparo físico em dia.
No momento que a trilha ficar plana, já bem próximo ao topo do Morro dos Cabritos, existe uma bifurcação, onde devemos seguir a direita, pois à esquerda você seguirá para o Morro dos Cabritos. Já no cume, uma imensa rocha com 425 metros de altitude, com alguns cactos, descansamos, lanchamos e curtimos todo o visual que a natureza deste lugar nos proporciona. É realmente um cenário lindo proporcionado pela visão espetacular de toda a Praia do Grumari, de parte das praias selvagens, incluindo a Pedra da Tartaruga, Barra de Guaratiba e um pequeno trecho da Restinga de Marambaia. Próximo ao cume, através de uma pequena trilha, existe outro mirante de onde é possível obter vários ângulos para tirar muitas fotos legais
Depois de curtir muito o local, voltamos pela mesma trilha até o restaurante.

Considerações Finais: Esta trilha é considerada leve, pois a distância percorrida (ida e volta) é de aproximadamente 2,5 Km, levando entre 1:30 a 2:00 horas para atingir o cume e voltar. Através desta trilha chega-se também ao Morro dos Cabritos, sendo possível conhecer os dois cumes no mesmo dia, pois é pequena a distância a ser percorrida entre ambos.

DICAS
- Vale à pena levar protetor solar e repelente – Até chegar ao cume, o percurso é feito na sombra, no topo, porém, é completamente aberto.
- Não deixe de levar água para beber durante o percurso, pois na trilha não há água potável.
- Lembre-se de trazer seu lixo, a natureza agradece.
- Não há transporte público até o local do início da trilha, portanto caso não vá de carro, uma dica e no caso uma única solução é a utilização do surfbus, ônibus que sai do Largo do Machado e tem seu ponto final num mirante antes de chegar a Prainha. Para maiores informações acesse o site htpp://www.surfbus.com.br.
- Caso decida ir de carro, fique atento ao horário, pois nos finais de semana de muito sol, principalmente na alta temporada, o acesso de carro a estas praias fica restrito a um número fixo de carros.
 
Na trilha
Praia do Grumari


No cume


Praia do Grumari e Praias Selvagens



Galera no cume

MORRO DOS CABRITOS - RJ





Aproveitei o domingo que prometia chuva e a ausência do astro-rei me parecia praticamente certa, e mesmo assim apostei e parti de carro em direção ao Restaurante Mirante da Prainha, local marcado para
encontro com os Amigos da Zona Oeste e onde também tem inicio da trilha. A Trilha do Morro dos Cabritos começa num estacionamento em frente a este restaurante situado entre o final da Prainha e o inicio da subida para Grumari. No local, há uma espécie de grade de proteção, impedindo a entrada para o acesso a trilha. Cabe ressaltar que não sei por qual motivo essa trilha é oficialmente proibida.
Após ultrapassarmos este obstáculo, iniciamos a subida junto a um costão rochoso, de onde é possível visualizar a subida da trilha em direção a mata bem preservada. Praticamente todo caminho é realizado margeando este costão, encontrando alguns trechos íngremes e bem escorregadios, portanto durante o percurso é importante ter atenção aonde se pisa e também aonde se apóia com as mãos devido a presença de vegetação com espinhos, tornando assim a trilha um pouco cansativa, principalmente para que não está com o preparo físico em dia.

No momento que a trilha ficar plana, já bem próximo ao topo do Morro dos Cabritos, existe uma bifurcação, onde devemos seguir a esquerda, pois à direita você seguirá para o Morro da Boa Vista. Já no cume, com 324 metros de altitude, predominando uma vegetação rasteira com muitas bromélias e cactos, descansamos, lanchamos e curtimos todo o visual que a natureza deste lugar nos proporciona. É realmente um cenário lindo proporcionado pela visão espetacular de toda a Prainha, estendendo se pela orla do Recreio, Pedra do Pontal e até da Barra da Tijuca.
Depois de curtir muito o local, voltamos pela mesma trilha, e quando chegamos a bifurcação resolvemos seguir a trilha em direção ao Morro da Boa Vista, que do alto dos seus 452 metros proporciona uma vista incrível da Praia do Grumari, Barra de Guaratiba e até da Restinga de Marambaia. Veja relato completo do Morro da Boa Vista em outro post.


Considerações Finais: Esta trilha é considerada leve, pois a distância percorrida (ida e volta) é de aproximadamente 2 Km, levando entre 1:30 a 2:00 horas para atingir o cume e voltar. Através desta trilha chega-se também ao Morro Boa Vista, sendo possível conhecer os dois cumes no mesmo dia, pois é pequena a distância a ser percorrida entre ambos.



DICAS
- Vale à pena levar protetor solar e repelente – Até chegar ao cume, o percurso é feito na sombra, no topo, porém, é completamente aberto.
- Não deixe de levar água para beber durante o percurso, pois na trilha não há água potável.
- Lembre-se de trazer seu lixo, a natureza agradece.
- Não há transporte público até o local do início da trilha, portanto caso não vá de carro, uma dica e no caso uma única solução é a utilização do surfbus, ônibus que sai do Largo do Machado e tem seu ponto final num mirante antes de chegar a Prainha. Para maiores informações acesse o site htpp://www.surfbus.com.br.
- Caso decida ir de carro, fique atento ao horário, pois nos finais de semana de muito sol, principalmente na alta temporada, o acesso de carro a estas praias fica restrito a um número fixo de carros.









sábado, 11 de março de 2017

CACHOEIRA DO RUBIÃO - MANGARATIBA / RJ


A Cachoeira do Rubião está localizada na Serra do Piloto que abrange parte do distrito sede de Mangaratiba, o distrito de Serra do Piloto (Mangaratiba) e parte do distrito de São João Marcos, em Rio Claro. Toda esta região caracteriza-se pela vegetação exuberante de Mata Atlântica e uma variedade de acidentes geográficos, rios e cachoeiras. O acesso principal é feito através da Estrada Imperial (RJ-149), que liga a Rodovia Rio-Santos, na altura do km 433 (trevo) em Mangaratiba, à localidade de São João Marcos.
A Serra do Piloto teve um importante papel na economia do Brasil colonial, sendo entreposto comercial do café e escravos e, principalmente, ponto de escoamento da produção cafeeira do Vale do Paraíba. Era através dela, descendo pela estrada São João Marcos, a antiga estrada Imperial, uma das primeiras estradas de rodagem do Brasil, até o litoral no Porto de Mangaratiba, que se embarcava a carga de café e desembarcavam os escravos oriundos da África. 
Desta época restaram ao longo dos 40 km de extensão da Estrada Imperial, além de prédios históricos, ruínas típicas do período colonial e algumas antigas pontes. Como também uma natureza praticamente intocada que merece ser apreciada, garantindo assim uma grande vocação para o ecoturismo. Assim é a Serra do Piloto, com: vistas de tirar o fôlego e cachoeiras maravilhosas. Atualmente, o cenário histórico e ecológico da Estrada Imperial, das fazendas, somado aos encantos de lugarejos ali existente, vem atraindo para esse local grupos que apreciam programas de ecoturismo. Para quem busca aventura, diversão e natureza, a Serra do Piloto é o destino certo.
O percurso até a Cachoeira do Rubião é realizado através de uma trilha de dificuldade leve, em condições rústicas, localizada à direita de uma estrada secundária, por cerca de 1 km de extensão através da mata, passando por várias pequenas piscinas naturais.
Não deixe de visitar também na região: Cachoeira dos Escravos, Cachoeira da Bengala, Igreja de São João Marcos, mirantes, o Bebedouro Imperial do cavalo de D. Pedro II que serviu durante o período colonial para dessedentação de animais que trafegavam pela via, e as Ruínas do antigo teatro, uma das ruínas mais importante do Sítio Histórico da Estrada Imperial. A tradição local, conta que a edificação era um teatro frequentado pelos barões do café.


























Ao fundo Praia do Saco / Mangaratiba