sábado, 21 de junho de 1997

PASSAGEM DA NEBLINA - PNSO/TERESÓPOLIS/RJ




Resolvemos Eu e o Herbert, juntamente com outros amigos fazer a Passagem da Neblina e de quebra passar pela Pedra da Cruz localizados no Parque Nacional da Serra dos Órgãos em teresópolis. Já dentro do parque depois de realizar todos os tramites legais para a entrada, pegamos a mesma trilha que nos leva a Pedra do Sino,  e seguimos subindo normalmente, passando pelo Véu de Noiva, pela gruta,  até chegarmos onde deixaríamos a trilha principal, uma derivação bem escondida, próximo a uns canos de água, onde seria o Abrigo 2. Entramos neste caminho, que apresentava uma mata fechada e com muito bambu. Descemos um pouco, passando por alguns riachos secundários até encontrarmos um totem que indicava para seguirmos em frente. Quase uma hora depois emergimos novamente na mata e continuamos subindo com a ajuda das raízes das árvores e arbustos até chegarmos a uma crista que apresentava uma bifurcação, pegamos a direita (a esquerda não vai a lugar algum) que nos levou até a um mirante com uma bela visão da Verruga do Frade bem a nossa frente.  Um pouco mais já víamos o Escalavrado e o Dedo no ângulo que ele fica bem largo e deveria ser “Dedão” ou Polegar de Deus. Hehehehehehehe. Encaramos logo depois a primeira escalada no Paredão Roy-Roy, eu diria um 2º grau de um único lance que dá para fazer sem corda, porém por precaução a utilizamos, juntamente com um grampo, que  mais parecia uma barra de ferro encravada na rocha. Caminhamos mais um pouco pela crista, passando pela base da verruga, descemos  subimos novamente e logo depois nos deparamos com mais um trecho de escalada, agora também um 2º com uns 8 grampos para fazer os cerca de 20m de horizontal de platô e depois mais uns 15 de vertical meio para direita, muito bem protegido e com uma rocha super-super aderente !!!
Continuamos seguindo por uma laje de granito e depois de mais ou menos 40 minutos chegamos ao cume da Pedra da Cruz,  que nos presenteou com  um visual alucinannnnnnte do São João, São Pedro, Mirante do Inferno  e da Agulha do Diabo com seus 2050 metros de altitude. Ficamos realmente extasiados com a beleza  e a imponência dessas montanhas. Perambulamos até este trecho aproximadamente 4 horas de caminhada.
Curtimos muito o cume da Pedra da Cruz, com muitas fotografias e depois retornamos a trilha, agora descendo em direção a trilha principal, que é a da Pedra do Sino. Pé na trilha chegamos ao final da trilha na Barragem Beija-flôr em 3 horas.  Ida e volta, sem muita pressa realizamos esta trilha, que para mim é uma das mais bonitas e fascinantes do Brasil em aproximadamente 9 horas.
















































domingo, 8 de junho de 1997

MORRO DO COCANHA - PARQUE NACIONAL DA TIJUCA / RJ



O Morro do Cocanha com 982 metros de altitude é a terceira maior montanha do Parque Nacional da Tijuca. Seu nome significa grande quantidade de frutas. Estacionamos o carro no Largo do
Bom Retiro onde se encontra o inicio da trilha. É uma trilha leve, é a mesma que segue para o Bico do Papagaio. Começamos, Eu e meus filhos(Thiago e Juliana) a caminhada com um suave aclive em ziguezague até a primeira bifurcação, onde a direita segue em direção ao Pico da Tijuca, porém a  opção correta é à esquerda. Após esta bifurcação seguimos até o ponto onde a trilha depara com outra bifurcação e novamente a opção foi à esquerda que leva ao Cocanha. Neste trecho a trilha é bem íngreme, seguida de uma descida até chegarmos a um platô, onde começa uma nova subida até chegar a uma enorme pedra, que também subimos e de onde obtivemos uma visão panorâmica muito bonita da região. Seguimos até o final desta rocha, viramos à direita e caminhamos mais um pouco até chegamos ao cume. O ponto mais alto é formado por enormes blocos de pedra e não apresenta muita dificuldade para alcança-lo. Descansamos, lanchamos e curtimos dali todo visual das principais montanhas do parque, como o Pico da Tijuca em seu melhor ângulo, a Pedra do Conde, Corcovado, Pedra da Gávea e pricipalmente a bela vista do Bico do Papagaio que estava bem a nossa frente. Visualizamos também as Praias Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes, da Baixada de Jacarepaguá, de grande parte da  Baía da Guanabara e do  grande  Maciço  da  Pedra  Branca. Depois de mais de 1 hora extasiados com o local, retornamos a trilha voltando em direção ao Largo do Bom Retiro.









domingo, 11 de maio de 1997

GRUTAS DO PARQUE NACIONAL DA TIJUCA - RJ




Em maio de 1997, Eu e meus filhos, juntamente com o Herbert e minha sobrinha e mais quase uma dezena de crianças com seus pais, realizamos no Parque Nacional da Tijuca uma aventura estilo Indiana Jones, percorrendo as grutas no interior da Floresta. O circuito das Grutas é uma trilha de nível moderado e começa no Restaurante "A Floresta" dentro do parque. Neste local por vezes famílias de quatis já acostumadas com o movimento passeiam sem se importar com a presença de humanos. O circuito segue por uma trilha tranquila, porém o acesso a algumas grutas se faz em terrenos irregulares que necessitam de mais atenção e em aclives acentuados para alcançarmos as cavernas que se localizam no topo das rochas. Mas tendo calma e tomando todos cuidados, não temos com que se preocuparO importante é interagir totalmente com a natureza ao nosso redor e sem pressa explorar e admirar toda aquela beleza que ela nos oferece, sempre em contato com uma variedade de aves e outros pequenos animais, além de uma diversidade fantástica da flora característica dessa área. A todo momento interagimos também com magníficas formações rochosas de granito e gnaisse, originadas a milhares de anos através de deslizamentos, ação do tempo e erosão, passamos por enormes paredões utilizados para treinamento de escalada e cavernas que durante 24 horas por dia convivem na penumbra e total escuridão, e grutas que nos surpreendem pela sua forma, grandiosidade e beleza. São cavernas próximas uma das outras, onde primeiro visitamos a Gruta do Belmiro, fantástica pelas suas enormes dimensões e com várias aberturas, incluindo andares superiores; e logo a seguir a Luis Fernandes que fica bem em frente. Em seguida a trilha nos leva às grutas Bernardo de Oliveira e do Morcego, sendo esta última certamente a mais impressionante, pois possui um grande salão que se revela ao visitante quando a adentra por uma pequena abertura na rocha. A Gruta dos Morcegos é a segunda maior em extensão do Parque e a maior em termos de altura, a gruta é uma grande cavidade formada por uma imensa fratura, com largura variável de 8 a 15 m, sendo considerada a segunda maior gruta de gnaisse do Brasil, o que a faz receber, ocasionalmente a visita de universitários dos cursos de geologia e geografia. No teto da gruta existe uma pequena abertura, permitindo a entrada de raios solares durante algumas horas do dia. Sua entrada, muito estreita, só permite a passagem de uma pessoa abaixada, tendo um orifício no lado direito onde era colocado um archote para orientar o caminho de trabalhadores ou de escravos no século XIX. Existe, na parte superior dessa gruta, uma fenda que permite a renovação constante do ar que sai pela entrada da gruta bem mais frio do que quando entrou pelo teto. Essa mesma abertura permite em certos horários, a entrada da luz do sol como se fosse um holofote, nessas ocasiões a gruta fica ainda mais bonita. Durante o horário de verão, essa conjuntura ocorre por volta de 13h30, sendo um fenômeno que vale a pena ser observado. Alguns tipos de insetosmoluscos e aracnídeos vivem dentro da gruta, sendo facilmente observáveis com uma lanterna, observamos no teto alguns morcego dependurados, tirando aquela soneca, hehehehehe. Seguimos depois para a Gruta do Archer, grande e com múltipla cavidade, é formada por justaposição de grandes blocos e lajes de gnaisse em forma de um grande “V” invertido, no interior do qual se localizam cinco passagens subterrâneas, além de oferecer duplo acesso interior. O teto está a 15 e 23 m de altura e sua localização está a 1 km da Estrada Major Archer, no inicio superior da trilha das Grutas, no Morro do Archer. A trilha continua até a área da Gruta Surucucu (ou Sucuri), com uma pequena cavidade produzida por fratura rochosa, formando uma sala onde, em 1944, foi construída uma mesa de concreto e bancos para uso dos visitantes e finalizamos o percurso na Gruta Paulo e Virgínia, que é um abrigo sob rochas que se caracteriza pela sobreposição de matacões localizados próximos da Gruta Surucucu. Ela é formada por blocos de biotita-granito. O nome desta gruta foi dado pelo Barão de Escragnolle, em homenagem aos personagens do poema Paulo e Virgínia, de autoria do escritor francês Bernadin de Saint-Pierre (século XVIII). Terminamos o dia feliz e as crianças mais ainda por ter participado dessa emocionante aventura.
DICAS: As Grutas Bernardo de Oliveira, Luis Fernandes e a Caverna dos Morcegos são roteiros indicados para todas as idades, inclusive crianças. E não esquecer de levar lanterna.







quarta-feira, 19 de fevereiro de 1997

AGULHINHA DA GÁVEA



Agulhinha da Gávea no centro

Em fevereiro de 1997, Eu, meus filhos (Thiago e Juliana), juntamente com o Herbert e sua filha Camila conquistamos a Pedra Aguda ou Agulhinha da Gávea como popularmente é mais conhecida. Essa pedra conta com 610 metros de altitude, possui um formato pontiagudo e está localizada entre a Floresta da Tijuca e o mar.
Juju e Thiago no cume
Valdir, São Conrado ao fundo

A trilha para a Agulhinha é a mesma para quem vai para a Pedra Bonita, com entrada bem próximo ao estacionamento da rampa de saltos utilizada pelos praticantes de voo livre. Sendo uma boa pedida para os montanhistas de primeira viagem.
É uma trilha de fácil acesso, de nível leve, tendo apenas como dificuldade a superar um pequeno trecho de subida em rocha, uma escalaminhada, que pode intimidar os menos experientes, mas que depois de ultrapassado nos leva a um pequeno platô, de onde se vislumbra um fantástico visual de diversas montanhas da Floresta da Tijuca e do mar, com as praias da Barra da Tijuca, do Leblon, Ipanema e do Arpoador e se o tempo colaborar pode ser também um excelente local de observação dos que saltam de asa delta e parapentes colorindo o colo das pedras da Gávea e Bonita. A vista abrange ainda o Pico Dois Irmãos, a comunidade da Rocinha, o Cristo Redentor, e até o Alto Morão em Niterói, entre outros.
Camila, Juju e Herbert na trilha
Thiago no cume
Para os praticantes de escalada, a Agulhinha possui cerca de 10 vias com graus variando entre III e VIIb. As maiores têm de quatro a cinco enfiadas. Entre as mais bonitas estão: Jorge de Castro (2º III, 150 metros), Olimpo (3º IV, 120 metros) e Zaib (5º Vsup, 170 metros ).







Agulhinha e Pedra da Gávea


Voo de asa delta visto do cume da Agulhinha da Gávea


sábado, 27 de julho de 1996

MIRANTE DO INFERNO - PNSO/RJ





Saímos do Rio de Janeiro em direção a Teresópolis e chegamos na entrada do Parque por volta das 7:30h da manhã. Após resolver a burocracia para entrada no parque, seguimos de carro até a Barragem, onde estacionamos o carro e iniciamos nossa aventura por volta das  8:30h.
O  caminho mais utilizado para o Mirante do Inferno é o mesmo que da acesso a Pedra do Sino. Seguimos subindo e fizemos a primeira parada na Cachoeira do Véu de Noiva, depois passamos pela Cachoeira do Papel,  local do antigo Abrigo 2 e chegamos em nossa segunda parada, o antigo abrigo 3, onde existe um convidativo gramado par um bom descanso. Ali, aproveitamos para fazer um lanche. Neste local, na parte de trás existe um belo mirante de onde se vislumbra um cenário com belas montanhas. Ficamos ali durante alguns minutos e continuamos a subida, agora bem mais suave até a Cota 2000,  onde deixamos a trilha que segue em direção a pedra do Sino e pegamos uma à esquerda que vai para a Pedra da Cruz e logo em seguida a direita descendo para o "Vale das Orquídeas". Logo chegamos num mirante, onde vislumbramos uma vista alucinante do caminho. Continuamos descendo até chegarmos ao ponto onde provavelmente deu no nome ao
caminho. Só estavam faltando orquídeas, hehehehehehe, nem sinal delas.
O caminho a partir deste ponto a trilha ficou mais difícil, porém melhor, com mais adrenalina, e é disso que a gente gosta. Cruzamos riachos, trepamos pedras e finalmente chegamos ao “Acampamento Paquequer”, uma pequena clareira que serve de base para quem vai escalar a Agulha do Diabo(2.050m de altitude) em dois dias. Dali subimos novamente uma trilha bem fechada até chegarmos a um Bloco de Pedra, subimos mais um pouquinho até chegamos a beira de um penhasco e foi só contornar uma pedra a esquerda e subir pelo lado oposto para estarmos no cume do Mirante do Inferno. Levamos cerca de 4:30h de caminhada para alcançar nosso objetivo.
O tempo estava lindo, a visão deste ponto é divina, com a Agulha do Diabo bem a nossa frente, que foi eleita uma das escaladas mais espetaculares do planeta,  além  de poder ver  olhando para trás, depois do vale onde desce o Paquequer, a Pedra da Cruz, o Queixo, Nariz, Verruga e Capucho do Frade em diferentes ângulos. É muito confortante também  ouvir desse local o som dos rios Paquequer de um lado e do outro, o Soberbo, bem depois da Agulha, seguindo seus cursos normais rumo montanha abaixo. Realmente um visual de tirar o fôlego,  e aproveitamos este cenário para muitas fotografias,  e depois do  lanche, resolvemos descer, e assim caminhamos de volta.  
Este Mirante fica entre as pedras São João (2020 m)  e São Pedro, e  da “Cota 2000” a ele está o Caminho das Orquídeas, trilha aberta em 1965 para facilitar o acesso a Agulha do Diabo. O trecho tem aproximadamente um quilômetro, mas não é fácil de ser percorrido pelo desnível do terreno, pela umidade causada por várias quedas de água, que mais abaixo se juntam para formar o principal rio de Teresópolis.
Para chegar ao mirante, caminhamos aproximadamente 10 quilômetros, passando por uma das trilhas mais interessantes da região, cortada pela nascente do rio Paquequer. E só para lembrar entre a Cota 2000 e o mirante encontramos três bifurcações , umas mais óbvias, outras nem tanto, mas na ida, seguir sempre a direita, e na volta, a esquerda. Esta trilha foi uma fascinante e inesquecível perambulada. Sinceramente um dia para ficar para sempre em nossa mente.