quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

PRAIA DO LABORATÓRIO - ANGRA DOS REIS/RJ





Sempre ouvia falar da Praia do Laboratório em Angra dos Reis, uma praia com água quente durante o ano todo. Aí eu me perguntava, como era possível isso. Então para acabar de vez com essa dúvida resolvi fazer o teste de São Tomé, ver para crer.
Partimos do Rio de Janeiro, eu, minha esposa Shirley, meu filho Thiago, minha nora Viviani e minha neta Letícia, em direção a Angra dos Reis e depois de deixarmos a Av. Brasil no bairro de Santa Cruz, peguamos a BR101 (Rodovia Rio-Santos). Nesta rodovia, a medida que afastamos da cidade do Rio de Janeiro a viagem vai ficando cada vez mais agradável, com muita mata verde de um lado e mar do outro. Nesse percurso sempre encontraremos placas indicando Itaguaí, Mangaratiba, Angra dos Reis, Paraty e Santos.
A Praia do Laboratório fica a aproximadamente 30 Km depois da entrada para o Centro de Angra dos Reis, bem próximo da Usina Nuclear. Para quem vem do Rio, o ideal é retornar mais a frente, no trevo depois da Usina, pois a entrada da praia fica à direita, um pouco escondida, no sentido Rio de Janeiro, próxima a duas curvas muito fechadas e sem visibilidade. É bom que todos saibam que não há placa de indicação da praia, e sim uma placa que diz "Propriedade de Furnas Centrais Elétricas".
Ao entrar à direita, siga em frente por uns 50 metros, até chegar à Praia do Laboratório onde é possível estacionar bem próximo à entradinha da praia.
A paisagem descortinada da praia é realmente espetacular, de deixar qualquer um perplexo, pois essa praia apresenta a todos uma água verde esmeralda clarinha, sem qualquer tipo de poluição, quentinha, e sem ondas, sendo por estes adjetivos, uma excelente indicação para toda família, principalmente para crianças. Muitas lanchas e iates ficam ancorados a uma boa distância, justamente para que seus ocupantes desfrutarem de uma água menos quente.
Duas outras belas praias formam o complexo e ficam bem próximas a Praia do laboratório. A Praia do Casarão por exemplo, fica ao lado da do Laboratório. Para acessá-la é só seguir uma pequena trilha à esquerda, existente a partir do local onde os carros ficam estacionados. Esta praia conta com muitas árvores, sendo possível pegar uma boa sombra. Seguindo até o final dela, existe também uma pequena
trilha para chegar a um bar, com um belo mirante e onde existe o casarão. Neste bar, na alta temporada e nos finais de semana, é possível comer uma refeição caseira e tomar uma bebida bem gelada. Há outro acesso para a esta praia, na mesma estrada descendo para a Praia do Laboratório, basta não seguir até o fim, é só entrar a esquerda num portão da propriedade, onde existe uma placa indicando as direções de cada praia. Essa praia vale a pena uma visita, pois é muito bonita. Existe também um paredão rochoso com vegetação à esquerda, de onde é possível avistar a praia secreta.
A terceira praia é a menor delas, a Praia Secreta, e acho que seu nome deve-se ao fato dela ficar secretamente escondida entre grandes rochas que formam o caminho para se chegar até ela. Devemos ficar atentos as marés, pois quando altas criam algumas dificuldades para os aventureiros, hehehehe. Porém esses pequenos contratempos são recompensados com uma bela praia, e se o astro-rei não estiver dando moleza e o sal incomodando, a pedida é se refrescar no chuveiro de água doce. Existem dois bares nessa praia, onde é possível encontrar petiscos e bebidas.

Algumas dicas e curiosidades sobre essas praias:
- Estas praias ficam encostadas a Usina Nuclear, mas nem por isso oferece perigo. A água quente deve-se ao resfriamento das águas dos reatores de Angra I e II.
- As praias do Casarão e Secreto apresentam águas com temperaturas moderadas.
- Esse nome “Laboratório” se deve ao fato de um antigo laboratório que funcionava no local, vinculado à Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto.
- Na Praia do Laboratório não tem restaurantes, nem mesmo “ambulantes”, leve seu lanche e sua bebida, mas lembre-se de trazer de volta todo seu lixo.
- As praias são lindas, mas no verão intenso com mais de 40 graus no RJ, acho que muitos vão ficar incomodados com as águas quentes da Praia do Laboratório, neste caso a sugestão é seguir para as duas outras praias. Não fui, porém acho que deve ser muito gostoso tomar banho na Praia do Laboratório em dias com temperaturas mais amenas.
- Fizemos em quase 3 horas de viagem do Rio até lá, foram aproximadamente 160 km

Aproveite esse passeio com educação e responsabilidade, Angra dos Reis agradece, afinal Angra é dos Reis, e você por ter o privilégio de ter visitado essa cidade é um deles, então preserve esse paraíso.

Praia do laboratório

Praia do laboratório

Praia do laboratório

Praia do laboratório

Letícia na Praia do laboratório
Praia do laboratório

Praia do laboratório

Praia do Casarão

Praia do Casarão

Praia do Casarão

Praia do Casarão

Praia do Casarão

Thiago na Praia do Casarão

Praia do Casarão
Praia do Casarão

Visual da Rio-Santos dessas praias.

sábado, 17 de dezembro de 2016

MORRO DO LAMEIRÃO / P.E. da Pedra Branca - RJ





Final de ano chegando, que tal fechar 2016 com uma caminhada ? Então foi o que fizemos. Eu já conhecia essa bela montanha, porém meus amigos Viniccius e Marcone estavam querendo conhecer o Morro do Lameirão, próximo a Campo Grande. Tudo combinado, como sempre outros amigos furaram, então partimos somente os
três. Iniciamos a caminhada, bem próximo a ETERJ e logo pegamos uma estrada de terra, já dentro do Parque Estadual da Pedra Branca, aberta a alguns anos atrás por tratores, com objetivo de reflorestar o morro. A trilha propriamente dita apresenta um forte aclive no início, e com 10 minutos já  visualizamos uma bela vista de parte da Zona Oeste, principalmente da região de Bangu. Depois pegamos um trecho plano, inclusive passando por um pequeno e único sítio da caminhada. A partir deste trecho a caminhada começa a ficar novamente mais puxada, até a base de uma torre de transmissão de energia, de onde se tem uma bela visão das várias formações rochosas que fazem parte do morro do Lameirão, inclusive das Chapeletas. Neste ponto existe uma bifurcação, o correto é seguir à esquerda, e continuando encontramos novamente outra bifurcação. Neste ponto, encontramos um rapaz com
dois meninos, que não conseguiam encontrar o restante da trilha para continuar a subida, então todos  ficaram empenhados na busca para dar prosseguimento a trilha. Eu tinha certeza que na primeira vez que subi este morro, segui à direita, por uma trilha bem delineada, mas que atualmente se  encontra totalmente fechada, por este motivo perdemos algum tempinho na tentativa de encontrá-la. Então o correto atualmente é continuar a trilha por uma estradinha de terra, outra vez a esquerda da segunda bifurcação para alcançar as “Chapeletas”.

O rapaz e os meninos ficaram para trás e finalmente chegamos a bela formação rochosa denominada por Chapeletas, esse nome deve-se ao formato que se apresenta essas rochas, Hehehehehe.

Curtimos muito essa formação rochosa, onde tiramos muitas fotografias, tanto na sua base que apresenta uma enorme fenda entre as pedras, apresentando como pano de fundo o bairro de Santíssimo, quanto em seu topo que conseguimos atingir através de uma pequena escalaminhada. Do seu topo vislumbramos boa parte dos bairros compreendidos entre Campo Grande e Bangu, além da Serra do Mendanha e de grande parte do Parque Estadual da Pedra Branca. Continuando, enfrentamos novamente um trecho de subida, até chegar a uma parte plana, com vegetação rasteira e muito bonita, já quase no topo do morro. Deste ponto pudemos visualizar boa parte do Rio da Prata de Campo Grande, mas não conseguimos ver a Restinga de Marambaia, pois nuvens negras vinham ao nosso encontro daquela direção e logo nos atingiram. Para nossa surpresa, até que aquele ambiente proporcionado por uma espécie de “neblina” ficou legal, pois parecia que estávamos caminhando a grande altitude. Paramos logo a seguir sobre uma grande pedra, com um belo mirante, onde batemos muitas fotos.


Dali, seguimos mais um pequeno trecho até atingir a parte mais alta do morro, onde uma bandeira tremulava, indicando ser ali o cume, com seus 464 metros de altitude.

 Mais uma bela rocha, com um maravilhoso mirante, de onde se tem um visual indescritível, de grande parte da Zona Oeste, em dias com visibilidade total é possível observar as montanhas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos em Teresópolis, inclusive do Dedo de Deus. Após muitas fotografias e claro muita paz e contemplação da natureza, resolvemos iniciar a descida, pois a chuva agora começava a cair. Porém para nossa surpresa, chegavam ao cume o rapaz e os meninos, que pensávamos terem desistidos da aventura.

A descida com a trilha molhada pela chuva foi altamente escorregadia, porém divertida até o final.

É isso galera, existem trilhas que surpreendem a gente e essa é uma delas, é considerada de moderada a semi-pesada, com percurso de 1,5 Km de extensão, somente ida, levando aproximadamente 01:30 h até o ponto culminante, com 464 metros de altitude, apresentando a todos belos visuais em seu percurso.

Placa na trilha do Parque Estadual da Pedra Branca

Ao fundo as Chapeletas e o cume do Morro do Lameirão

Chapeletas

Ao fundo parte de Campo Grande

Ao fundo à esquerda Bairro Jabour e à direita Rio da Prata de Bangu

Contemplando o visual

Parte de Campo Grande

Na fenda da Chapeleta

Na Chapeleta ao fundo Campo Grande
Na Chapeleta ao fundo Rio da Prata/Bangu e Viegas

Em 1º plano as Chapeletas e ao fundo Bairro Jabour

Ao fundo Rio da Prata/Bangu e Viegas

Chapeletas

Na trilha em direção ao cume

Mirante perto do cume

Marcone no Mirante perto do cume

Didi no Mirante perto do cume

Viniccius no Mirante perto do cume

Marcone no cume
Viniccius no cume

No cume

Didi no cume

Didi no cume

Didi no cume

Viniccius no cume


Descendo a ladeira

Descendo

Visão das Chapeletas na descida