sábado, 7 de junho de 2014

PICO DO ANDARAÍ MAIOR E TIJUCA MIRIM




Dando prosseguimento ao projeto "Anda IBGE só o cume interessa", resolvemos subir o Pico do Andaraí Maior, acho que era o único que faltava pra mim em toda Floresta da Tijuca. A ansiedade da galera era grande , muitos preocupados com o tempo, mas o astro-rei nos brindou com um belo sábado ensolarado. Desta vez o grupo foi formado por 12 aventureiros, sendo o Ian o nosso mascote, moleque bom de trilha. É o Perambulando na Trilha se renovando, hehehehehehe. 

Como sempre marcamos as 8:00h na Praça Afonso Viseu, a famosa pracinha em frente a entrada do Parque Nacional da Tijuca. Com a galera reunida partimos para o interior do parque, estacionamos o carro em frente ao Centro de visitantes e iniciamos a trilha pela Estrada do Excelsior, onde a entrada de carro não é mais permitida. Esta estrada a tempos atrás era toda asfaltada, o que permitia a ida de carro até o Mirante do Excelsior, de onde se descortina um belo visual de todo Centro do Rio e das bandas de Niterói e adjacências, felizmente esta estrada hoje começa a ser engolida pela vegetação, inclusive com belos exemplares de eucaliptos e outras árvores de grande porte. Depois de aproximadamente meia hora de caminhada chegamos efetivamente ao local onde efetivamente a trilha tem o seu início, no Largo da Caveira, pois uma seta aponta o sentido que devemos seguir. O caminho da trilha pela Serrilha da Caveira, era um caminho colonial que levava ao antigo Sitio da Caveira e que além de servir de caminho para o Andaraí maior, dá acesso também ao Tijuca Mirim e ao Pico da Tijuca, embora, para esses picos, seja uma trilha mais longa do que a usada que começa no Bom Retiro.

A partir desse ponto a trilha que em sua maior parte plana, com certos trechos de mata


fechada e mais íngreme, tendo à esquerda o Rio Caveira. Bem no meio da trilha encontramos as ruínas de uma construção antiga, que era um posto utilizado pela guarda florestal, não siga pela mesma trilha e sim à esquerda das ruínas onde existe uma pequena escada de pedras que dá acesso a um ponto da trilha conhecido como Alto da Serrilha, que segue em direção às trilhas do Tijuca Mirim e Andaraí Maior. São uns 2 km, com uma subida de mais ou menos 350m. É uma trilha bem sinalizada e sem grandes dificuldades.

Seguimos sempre subindo e mais uns 30 minutos adiante chegamos a uma bifurcação, onde à esquerda chega-se ao Tijuca Mirim, à frente há uma trilha mal demarcada, pois é pouco utilizada que segue para o Vale do Morro do Elefante e Pico Perdido do Andaraí no Parque Estadual do Grajaú. Seguimos à direita em direção ao Andaraí Maior. Aqui a trilha se apresenta com um leve aclive e torna-se um pouco mais fechada, mas continua facilmente identificada. A trupe seguiu sempre bem humorada, e a partir de certo trecho da trilha, já visualizamos a montanha. Continuando, contornamos a imensa pedra que nos levou ao cume, às vezes nas partes mais íngremes foi necessário a utilização das mãos para pequenas escalaminhadas. Chegamos ao topo e como falo sempre pra galera só o cume interessa. Rsssss.
No topo com 861 metros aquela tradicional foto de todo grupo, brindada com uma grande variedade de borboletas, realmente divinal. Depois seguimos mais alguns metros pela cumeada até o começo de um pequeno declive que segue até um mirante, de onde se descortina um espetacular visual que a todos surpreendeu, com o Pico da Tijuca-Mirim, da Tijuca, do Morro do Elefante, de parte do Grajaú e adjacências e até do Maciço da Pedra Branca. Cabe ressaltar que esse mirante fica localizado bem em cima de penhasco bem vertical. Ali relaxamos, lanchamos, apreciamos a paisagem e batemos muitas fotos.
Voltando não encontramos o caminho para a Gruta Maior, que dizem ficar ali nas proximidades e quando atingimos novamente a bifurcação, resolvemos seguir em direção ao Tijuca-Mirim, mesmo com alguns integrantes da equipe muito cansados. Descansamos por alguns minutos sob a base da parede NE do Tijuca-Mirim onde econtramos várias vias de escaladas e depois costeamos todo conjunto de rochas da montanha por uma escadaria de terra e raizes até chegar na trilha que nos levou até seu cume. Do topo observamos no Morro do Andaraí Maior o mirante que estávamos 1:00 hora atrás e verificamos que realmente ele fica a beira de enorme precipício. Obtemos também um visão privilegiada das paisagens mais fantásticas do Rio de Janeiro, como de outras montanhas do Parque Nacional da Tijuca, parte da Zona Sul e suas praias, Pão de Açúcar,
Cristo Redentor, Centro, Zona Norte e Oeste da cidade, Baia de Guanabara, Niterói, Baixada Fluminense, das regiões oceânicas de Niterói e da cordilheira da Serra dos Órgãos, com destaque para o Dedo de Deus. Aproveitamos muito esse momento no cume da montanha com muita descontração. 
Não subimos o Pico da Tijuca e no retorno da aventura preferimos voltar pela trilha em direção ao Bom Retiro, onde em seu trajeto atravessamos áreas de densa floresta, córregos temporários, interessantes formações rochosas e enormes paredões utilizados para escalada, até a chegada ao ponto final no Largo. Posteriormente ainda andamos mais de 2 Km até ao estacionamento. 
Caminhamos mais de 8 km durante todo percurso. É uma trilha de nível moderado, que
exigiu disposição da galera, pois a caminhada apresenta subidas e descidas de variadas intensidades. Porém indo com tranqüilidade e respeitando os limites físicos de cada um, dá para realizar todo o trajeto sem maiores dificuldades, aproveitando ao máximo esta aventura que é muito interessante, apresenta belos visuais, além de nos proporcionar total interação com a natureza e ter a oportunidade de visitarmos a segunda maior floresta urbana do mundo.

























































sábado, 17 de maio de 2014

PEDRA DO CONDE (3)


Há muito tempo o amigo Judicael, que trabalha comigo no IBGE, vinha me pedindo para realizarmos a trilha até a Pedra do Conde com 817 metros de altitude. Esta pedra localizada no Parque Nacional da Tijuca possui esse nome em homenagem ao Conde Gestas que era proprietário de uma fazenda no local, também é conhecida como Pedra Redonda por causa de seu formato.
Reunimos a galera na Praça Afonso Viseu, bem em frente a entrada do Parque Nacional da Tijuca no Rio de janeiro. Eu, Daniel, Anderson Jalapão, Therence, Hellen, Zé Antonio (o Barão do Acre), Liane, Cassio, Judicael, Jander e sua filha Gabriela. Logo depois já dentro do parque, deixamos os carros no estacionamento bem próximo ao início da trilha. Cuidado, não entre na trilha a esquerda da churrasqueira que segue beirando o rio. Seguimos a mesma trilha que é utilizada para o Alto da Bandeira e Morro do Anhanguera. A trilha no início apresenta uma grande subida em ziguezague e após algum tempo de caminhada chega-se a primeira bifurcação, seguimos a trilha à esquerda, a direita é o caminho para o Alto da Bandeira. Continuamos até a próxima bifurcação, onde seguimos em frente, neste trecho da caminhada a trilha fica plana e as primeiras montanhas como o Pico da Tijuca, Cocanha, Papagaio e outras já podem ser observadas. Encontramos nova subida pela frente e outra bifurcação, onde também entramos à esquerda e mais adiante nova bifurcação, agora seguimos à direita e mais uma subida em ziguezague. A trilha para o cume da Pedra do Conde em seu trecho final apresenta um aclive acentuado, sendo que em certos trechos realizamos uma pequena escalaminhada, onde foi necessário a utilização das mãos segurando tanto a vegetação, quanto as pedras para nos dar segurança, ou até mesmo a ajuda dos companheiros. Na próxima derivação seguimos à direita e chegamos direto no cume,
de onde obtivemos uma magnífica visão de toda Zona Norte do Rio de Janeiro, apesar do astro-rei se enconder entre as nuvens. O topo desta pedra possui muita vegetação e apresenta três mirantes de onde apreciamos belos visuais. O 1º mirante fica antes de chegar ao cume, e dele podemos apreciar grande parte do bairro da Tijuca e do Morro do Sumaré com suas torres e antenas. Prestando bastante atenção é possível ver o Cristo Redentor entre elas. Do segundo mirante temos uma magnífica visão da Pedra da Gávea e de boa parte da Barra da Tijuca e do terceiro observamos o Centro da Cidade, o Pico da Tijuca, Tijuca-Mirim e Andaraí Maior, além da Baia da Guanabara com a Ponte Rio-Niterói e se o dia estiver limpo, da para ver ao fundo a linda Cordilheira da Serra dos Órgãos, destacando entre elas o Dedo de Deus. Retornamos e não voltamos pela mesma trilha, pois na primeira bifurcação, seguimos em direção a trilha que nos leva ao Morro do Anhanguera e depois pegamos uma descida para a Estrada do Excelsior. Cabe ressaltar, que neste trecho da trilha, num momento de distração, me vi enroscado em uma grande teia de aranha, onde quase fui surpreendido por um enorme aracnídeo, dona do pedaço. Gozação geral da trupe, tais como, o Valdir tem medo de aranha e outras mais. Me defendendo falei que as aranhas me perseguem, porém relembrei o que disse no início da trilha, que hoje só o cume interessava, risos de todos, hehehehehehehe. Quando atingimos a Estrada do Excelsior, tínhamos a opção de irmos até o Mirante do Excelsior, para isto era só seguir a direita, mas optamos por retornar, seguindo a esquerda em direção ao Centro de Visitantes. Durante todo percurso de volta a trilha nos presenteava  com límpidos riachos e belos exemplares da vegetação local.
Cabe registrar também nesta caminhada o desempenho do professor Judicael, tanto na parte física, quanto nos conhecimentos científicos, sempre esclarecendo as dúvidas da galera sobre a fauna e flora local. Grande Mestre, esse é o cara.
No centro de Visitação observamos uma maquete de toda cadeia das montanhas do parque e nos divertimos muito com o horóscopo dos animais ou horóscopo xamânico, uma  exposição simples e interessante localizada na parte externa, bem em frente a entrada do Centro de Visitantes do Parque Nacional da Tijuca, é uma exposição gratuita, acessível ao público durante o horário de funcionamento do Parque, das 8:00 às 17horas.
Os animais faziam parte do cotidiano indígena e, como tal, estavam ligados à simbologia espiritual trabalhada pelos xamãs. Estes sábios, magos e curandeiros das tribos indígenas eram respeitados por todos, pois desempenhavam simultaneamente as funções de médicos, adivinhos e conselheiros. Este horóscopo xamânico é inspirado justamente nessa caminhada mágica junto às forças da natureza e como o nome diz,  ele apresenta novos signos zodiacais e uma leitura diferente sobre as influências que estes nos proporcionam.
Seguimos depois para o estacionamento e ali nos despedimos, todos cientes de que passamos um agradável dia na companhia dos colegas. Esta linda caminhada de aproximadamente 4 km (ida e volta ) apresenta belíssimos visuais e é classificada como leve superior.