quarta-feira, 28 de abril de 1993

PEDRA BONITA







A Pedra Bonita com altitude de 696 metros é uma das muitas atrações do Parque Nacional da Tijuca, sendo uma bela montanha que possui um amplo e plano cume rochoso que foi totalmente desmatada em todo seu entorno no tempo do Império para que sua cobertura original de Mata Atlântica fosse transformada em carvão. Ficaram apenas alguns resquícios dessa floresta original nos locais de difícil acesso. A partir daí foi abandonada e não passou pelo mesmo processo de recuperação que ocorreu em outras áreas da Floresta da Tijuca. O desmatamento causou o empobrecimento do solo, levado pelas chuvas e pela ação do vento. Com a criação do Parque Nacional em 1967 e mais o declínio do valor comercial de algumas culturas lá existentes, a Pedra Bonita teve o seu número de moradores drasticamente reduzido, o que possibilitou o avanço de uma floresta secundária. Porém, esta floresta não conseguiu voltar a ocupar todos os espaços originais ocupados por uma vegetação rasteira por razão de diversos fatores tais como: incêndios, ocupações ocasionais e pequenos desmatamentos, que colocam em risco o processo natural de recuperação da fauna constituída, na sua maioria, de pequenos animais como: mico, gambá, paca, tucano, lagarto, cobras, gaviões, entre outros.e da flora que possuía uma cobertura vegetal original de Mata Atlântica primária. A Pedra Bonita pela maravilhosa vista que proporciona e por estar situada entre os bairros de São Conrado e Barra da Tijuca e ainda se encontrar numa impressionante e privilegiada localização bem de frente a Pedra da Gávea, foi contemplada para ser o local da primeira rampa de vo
o livre da cidade do Rio de Janeiro, e com certeza é a que possui o melhor visual.

Por 3 vezes Eu e o Herbert, juntamente com nossos familiares e amigos conquistamos a Pedra Bonita, a primeira em abril de 1993, depois em junho de 1994 e por último em julho de 1996, sempre com a mesma emoção e dedicação como se fosse a primeira vez. Nas primeiras 2 vezes deixamos o carro estacionado na Estrada das Canoas, bem em frente a sede da IBM, já na terceira vez deixamos bem acima, no estacionamento próximo a rampa onde o pessoal que vai voar deixam os seus. A trilha para a Pedra Bonita é relativamente fácil, e apesar de ser um pouco íngreme, pode ser feita sem grandes dificuldades por qualquer pessoa, sendo recomendada para toda a família e indicada principalmente para aqueles que não tem muita experiência em trilhas, já que não exige muito preparo físico.
A trilha principal é um antigo caminho colonial, ainda é possível encontrar na trilha resquícios de um calçamento em pé-de-moleque que foi construído por antigos moradores da área, e começa realmente um pouquinho abaixo deste estacionamento, do lado direito de quem sobe, onde há uma indicação do início da trilha, que possui cerca de 1340 metros somente de ida até o topo da Pedra, com duração média de 1 hora. Na parte inicial a vegetação é mais preservada tornando a temperatura mais amena e a caminhada mais agradável. Continuamos a subida por uma pequena parte de bonita Mata Atlântica em regeneração passamos por mirantes que permite a visão de lindas paisagens da Cidade Maravilhosa como o Pico da Tijuca, o Alto da Boa Vista, um pedaço da Baia da Guanabara e bem longe a Serra dos Órgãos. Após alguns minutos de caminhada chegamos em uma bifurcação, que à direita é o acesso ao Morro do Chapecó. Seguimos em frente e nesta parte do percurso há pouca vegetação, o que faz a galera ficar mais exposta ao sol, porém mesmo assim caminhada continua legal e muito interessante,  e também com alguns mirantes mostrando as belezas do Rio, como é o caso da vista da Agulhinha da Gávea e o Morro do Cochrane. Seguimos em frente e na parte final da caminhada encontramos pequenas subidas que superamos sem maiores dificuldades e já próximo ao cume avistamos a Pedra da Gávea bem a nossa frente, um momento realmente indescritível, muito lindo mesmo.



No topo além da Pedra da Gávea se descortina uma incrível visão de toda cidade, como o Morro do Corcovado com o Cristo Redentor, parte da Floresta da Tijuca, o Morro dos Dois Irmãos, a Rocinha e as Praias da Zona Sul, São Conrado e Barra da Tijuca e a direita, bem ao fundo, ainda podemos ver o Maciço da Pedra Branca.
Ficamos ali por aproximadamente 1:30h, onde lanchamos, descansamos, tiramos muitas fotos e retornamos pela Trilha do Escorrega, que fica à direita da trilha normal e pertinho dali. É uma caminhada com um declive bem acentuado e com vários pontos com erosão em que descemos literalmente escorregando, fazendo jus ao nome, porém bem mais curta e que termina mais próximo da rampa de vôo livre. Finalizamos o passeio na rampa observando o vôo da turma saltando de parapente e asa delta, inclusive de meus sobrinhos Leleu e Camila.

Finalizando a ascensão a Pedra Bonita é uma caminhada de fácil acesso e leve, podendo ser feita por qualquer pessoa e poder de seu cume apreciar magníficas vistas de toda Cidade Maravilhosa, além de um dos mais belos pôr-do-sol de todo Estado.

Dicas
1- Quando Ir - Todas as estações são boas para caminhar até a Pedra Bonita, entretanto no verão as temperaturas podem chegar aos 40°C e as tempestades são freqüentes, principalmente no final da tarde. Nas demais estações a temperatura é mais amena tornando o passeio mais agradável.
2- Aproveite para conhecer a rampa de Vôo Livre e a trilha da Agulhinha (10 minutos). Vale a pena. Tente fazer a trilha nos dias de semana, já que o parque fica bastante cheio aos sábados e domingos.
3- Como chegar: Seguir pela Orla até São Conrado. Subir a Estrada das Canoas até a rampa de Asa-delta. Dali, começa a trilha para a Pedra Bonita.
4- Localização: Parque Nacional da Tijuca, Rio de Janeiro, RJ - Você chega à Pedra Bonita através da Estrada das Canoas, em São Conrado.

sábado, 26 de setembro de 1992

CASTELO DO AÇU (set/1992)


Inicio da primavera de 1992, Eu e o Herbert partimos do Rio para Petrópolis, mais precisamente para o Vale do Bonfim para realizar uma linda aventura até os Castelos do Açú no Parque Nacional da Serra dos Órgãos(PARNASO). No Parque a vegetação predominante é a de Mata Atlântica, onde encontram espécies raras de árvores e por onde circulam diversos representantes da fauna brasileira, como quatis, pacas, macacos e aves. Rios e cachoeiras descem a montanha coberta pela mata tropical com ótimas oportunidades para um banho refrescante e observação privilegiada de uma flora rica em bromélias e orquídeas. Pela noite, a observação das estrelas e nebulosas torna-se a atividade mais encantadora. O cume situado a 2245m de altitude e com um percurso de pouco mais de 7Km, dura aproximadamente 6 horas para um montanhista médio atingi-lo, sendo esta caminhada considerada pesada devido a grande variação altitudinal. Estacionamos o carro próximo a Pousada Cabanas do Açu e caminhamos um pequeno trecho até a portaria do Parque Nacional da Serra dos Órgãos situado a uma altitude de 1100m, onde realizamos a parte burocrática para entrada, como pagamento e assinatura do termo de responsabilidade. Começamos efetivamente a caminhada as 9:00h e após cerca de 1:00h chegamos ao local onde existe uma entrada a esquerda para a Gruta do Presidente e a Cachoeira Véu da Noiva. Seguimos em frente e subimos uma trilha em zig-zag bastante íngrime e descampada, com muito capim gordura até chegarmos a grande Pedra do Queijo, um bom local para descansar, lanchar e de quebra curtir uma bela vista panorâmica de todo Vale do Bonfim com destaque para a Pedra do Cone e os picos do Alcobaça, do Alicate e outras montanhas de Petrópolis. Depois do Queijo a subida continua e depois desce um pouco até o Morro das Samambaias, que é marcado pela única árvore existente neste trecho. Continuamos na trilha e após mais de 50 min de subida chegamos à nascente do Ájax, um ponto obrigatório para a coleta de água, pois é o último local com fonte de água antes do Açu. Atualmente o acampamento neste local é proibido, mas na época de nossa passagem por alí era permitido. Após a passagem pelo Ajax iniciamos o trecho de subida mais íngreme de toda caminhada, conhecido como Isabeloca, em homenagem a princesa Isabel que supostamente teria passado pelo local em lombo de mulas ou costumava caçar Capivaras nessa região, e quando os escravos a viam, comentavam entre eles: “Lá vem a “Isabeloca”. Ao fim da Isabeloca chegamos a um imenso Chapadão, de onde se avista a Pedra do Açu e o pico do Cruzeiro, seguimos para a esquerda num trecho mais plano, formado por campos de altitude e lages de pedra que se fazem presentes até a chegada aos Castelos do Açú. Este trecho é caracterizado pela presença de marcos feitos com pilhas de pedras e setas desenhadas no chão. A região é costumeiramente dominada por densos nevoeiros que escondem os marcos com facilidade e para quem não conhece a região e se orienta apenas por relatos é a primeira área onde é possível se perder, por isso todo cuidado é pouco. Caminhamos um pouco mais até chegarmos ao nosso objetivo, os Castelos do Açu que são formações rochosas no cume da montanha, revelando um ambiente místico e ao mesmo tempo um visual indescritível da Baía da Guanabara, do Dedo de Deus, Pedra do Sino, Garrafão, Escalavrado, entre outros. Com tempo bom é possível avistar o Pão de Açucar, o Corcovado e a Pedra da Gávea na Cidade do Rio de Janeiro.Nessa interessante formação rochosa, cheia de reentrâncias é possível se abrigar do frio, da chuva e do vento. Muitos acampam neste lugar, pois é o ponto recomendado para pernoite, principalmente para quem faz a Travessia Petrópolis x Teresópolis. No local existem dois abrigos rudimentares construídos com pedras empilhadas por antigos montanhistas. Recentemente foi construído um abrigo idêntico ao existente próximo à Pedra do Sino. Um pouco mais a frente dos Castelos encontramos o Pico da Cruz que é o segundo ponto culminante do parque, a cruz que foi colocada na montanha é uma homenagem a um grupo de montanhistas mortos em uma tempestade elétrica no ano de 1992, e é deste ponto de onde normalmente se admira o pôr do sol. Exploramos bastante a área ao redor dos Castelos e por volta das 14:00h iniciamos o retorno, chegando ao estacionamento cerca de 4h depois, já quase escuro, e muito feliz por ter conseguido mais uma conquista de uma das mais belas montanhas da região. Gente vale muito, mais muito mesmo conhecer o monumental e lindo Castelos do Açu.














DICAS
1- Não esqueça de levar um bom filtro solar, mesmo quando o tempo estiver encoberto.
2- Como Chegar
De Ônibus: Chegando em Petrópolis, pegar um ônibus até o terminal de Corrêas, e lá pegar o ônibus para Bonfim. Descer no ponto final e seguir siga as placas das Pousadas Cabanas do Açu e Paraíso do Açu, já que a entrada do Parque é vizinha a essas pousadas.
De Carro: A partir do Rio de Janeiro siga na direção de Petrópolis pela BR-040, quase chegando a Petrópolis não entre na cidade, continue na estrada na direção de Itaipava, do fim do túnel você deve seguir uma média de 15 à 20 minutos até virar a direita no sentido do bairro de Bonsucesso, você entrará na estrada União Industria, depois de passar dos bairros de Bonsucesso e Nogueira você chegará á Corrêas, entre a esquerda e contorne a praça de Corrêas, entre na Rua Agostinho Goulão e mais a frente vire a direita na Estrada do Bonfim, é uma subida de mais de 30 minutos, siga as placas das Pousadas Cabanas do Açu e Paraíso do Açu, já que a entrada do Parque é vizinha a essas pousadas.

segunda-feira, 10 de agosto de 1992

PICO DO ALCOBAÇA (ago/1992)






Era um lindo dia de sol de agosto de 1992 e saímos do Rio bem cedo, Eu e o Herbert em direção a Petrópolis, município da região serrana do Estado do Rio de Janeiro, para realizar uma caminhada ao Pico do Alcobaça. O Pico do Alcobaça com 1.787 metros de altitude é uma das mais belas e imponentes montanhas de Petrópolis e é considerado um símbolo do montanhismo petropolitano, pois possui uma localização geográfica privilegiada, proporcionando ao aventureiro um belo visual de 360º de toda Petrópolis. Por sua imponência a montanha pode ser vista de praticamente todas as regiões do Município e de seu cume em dias de sol é possível ver grande parte da Serra dos Órgãos, das montanhas de Itaipava e até mesmo a cidade do Rio de Janeiro. O Pico do Alcobaça possui uma grande e vistosa parede e um enorme diedro que forma um número sete. Esta formação na parede é tão peculiar a ponto de fazer com que o Alcobaça também seja conhecido como "Pedra do Sete". Tanto as encostas do Alcobaça como as da vizinha Pedra da Mãe D’Água - que é uma magnífica rocha que tem o formato de uma pirâmide, dependendo do ângulo em que é vista - faziam parte da antiga Fazenda Alcobaça, que era uma propriedade da Companhia Petropolitana de Tecidos. Após a sua falência, essa grande área foi vendida ao extinto Banco Nacional da Habitação (BNH), que tinha um projeto para a construção de um grande conjunto habitacional. O tipo de ocupação pretendida acarretaria, sem dúvida, uma séria degradação dos recursos hídricos e dos mananciais que abastecem há mais de cem anos o bairro da Cascatinha, em Petrópolis, , sendo até hoje a única fonte de abastecimento de cerca dos 10 mil moradores locais. Por isso, na época houve uma enorme mobilização da comunidade local - principalmente de quem depende da água captada no local -, a qual impediu a construção desse condomínio. Em 1986, por ocasião da extinção do BNH, a área passou ao domínio da Caixa Econômica Federal e para proteção dessa bela área foi criada em 1989 a Reserva Ecológica do Alcobaça, pelo Decreto nº 97.717, ocupando uma área de 2.280.000 m² com altitude que varia aproximadamente entre 825 e 1.040 m, mas somente em 2005 a CEF assinou o termo de doação ao IBAMA da Reserva do Alcobaça. Finalmente o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou no dia 13 de setembro de 2008 um decreto que anexou ao Parque Nacional da Serra do Órgãos as vertentes que compreendem o Pico do Alcobaça e também a Pedra da Mãe D'Água, pois isso mesmo antes de trilhar suas encostas é importante comunicar ao parque a intenção de ir, mas como não passa por nenhuma portaria do parque o ingresso não é cobrado. A área anexada possui mais de 6.000.000 m² e foi requerida por se tratar de um ecossistema representativo da Mata Atlântica, com trechos de mata primária, encontrando-se em excelente estado de conservação. Chegamos ao Bairro do Bonfim e encontramos o restante do grupo, que seria guiado pelo Marcelo do Ar Livre. As 9:00h iniciamos a caminhada que é considerada leve superior e que dura aproximadamente 3 horas até o cume. Existem várias vias de acesso ao Pico do Alcobaça e a mais conhecida fica bem perto da portaria do Parque Nacional da Serra dos Órgãos em Petrópolis no Vale do Bonfim localizado no distrito de Corrêas. Pegamos uma estradinha de terra e caminhamos aproximadamente por 30 minutos até chegar a uma bifurcação, onde seguimos à direita em direção a uma plantação de flores, que dependendo da época do ano essa região fica muito bonita e florida - um ótimo lugar para tirar muitas fotos, ainda mais que nesse ponto já é possível ver o Pico do Alcobaça ao fundo, mas em outras épocas o que vamos encontrar é muita vegetação. Neste ponto começa efetivamente a trilha que devemos seguir reto entre a plantação e uma cerca, porém é preciso muita atenção pois a vegetação pode estar alta se estiver fora da temporada de montanhismo. Continuando atravessamos um pequeno riacho que é o último ponto de água da trilha, muitos encheram seus cantis neste local, pelo visto a água é considerada de boa qualidade e o consumo dela é grande, pois o calor era intenso e as subidas muito cansativas. A trilha segue sempre subindo e caso haja alguma bifurcação, sempre escolha a que estiver subindo. A partir do riacho a trilha segue em meio a Mata Atlântica e depois de caminhar cerca de 1:30h a mata começa a diminuir, dando lugar a campos de altitude com várias espécies de belas orquídeas e bromélias. Nesse ponto estamos bem perto do cume, mas essa é a parte mais arriscada da subida, pois a trilha possui uma inclinação média de mais de 60 graus e existem áreas muito escorregadias, precisando ter muito cuidado. Por volta do meio dia chegamos ao cume que é bem largo e plano, onde ficamos tirando muitas fotos e curtindo um extraordinário visual de toda região, com uma cadeia de montanhas ao fundo e muitas plantações de hortaliças ao redor, as 13:30 h iniciamos o retorno chegando ao estacionamento onde deixamos o carro as 16:30h. Realmente vale muito conhecer o Pico do Alcobaça.




















DICAS
1- A trilha para o Pico do Alcobaça que começa no Vale do Bonfim é classificada como leve superior e possui uma duração média de 3 horas (ida) para se vencer um desnível aproximado de 850 metros.


2- Siga sempre as placas das Pousadas Cabanas do Açu e Paraíso do Açu, já que o começo da trilha é bem perto dessas pousadas.


3- Quando Ir - O inverno é a melhor estação do ano para se caminhar/escalar os morros de Petrópolis, principalmente nas de maior duração e/ou com pernoite, pois o tempo é bem mais estável. Nas demais estações é possível ir, mas esteja preparado para chuvas principalmente no final da tarde, no verão as temperaturas podem chegar perto dos 40°C.


4- Como Chegar- De Ônibus: A partir da rodoviária de Petrópolis, pegue o ônibus para o terminal rodoviário Corrêas. Já no terminal, é preciso fazer uma baldeação para pegar o ônibus para o Vale do Bonfim. Descendo no ponto final é preciso continuar subindo a pé pela Estrada do Bonfim. Perto do Tche bar pegue a bifurcação da esquerda para continuar subindo pela estrada. Uns 100 metros antes da entrada para a Pousada Paraíso do Açu (que fica à esquerda), entre em uma bifurcação à direita, que é uma rua de terra bem estreita e esburacada. Se você errar e não entrar nessa bifurcação, em 3 minutos você chegará na portaria do Parque Nacional da Serra dos Órgãos ou na Pousada.


5- De Carro: A partir do Rio de Janeiro, siga na direção de Petrópolis pela BR-040. Quase chegando a Petrópolis, não entre na cidade; continue na estrada na direção de Itaipava. Do fim do túnel você deve seguir uma média de 15 à 20 minutos até virar à direita no sentido do bairro de Bonsucesso (nesse ponto você entrará na estrada União Indústria). Depois de passar os bairros de Bonsucesso e Nogueira você chegará à Corrêas, onde pega a Estrada do Bonfim e entre na rua para o Sítio Dghetto, estacione o carro no portão em frente ao sitio.

quarta-feira, 10 de outubro de 1990

PICO DA PEDRA BRANCA (out/1990)



O gosto pela aventura começou muito cedo, desde os meus tempos de menino, quando com meus pais subi por 3 vezes o maciço da Pedra Branca até o cume da Pedra do Ponto, porém nunca tinha ido efetivamente até o Pico da Pedra Branca, bem ali pertinho, talvez por falta de oportunidade. O tempo passou, mas a vontade de conhecer o maior pico da cidade continuou, até que em outubro de 1990 a oportunidade surgiu, pois uma faixa num posto de gasolina, convidava a todos para a subida do mesmo. Assim Eu, Thiago (meu filho), meu sobrinho Rafael(Iéio) e seu pai(Marinho) e meu amigo de fé e irmão camarada Herbert, amigo de tantos caminhos e tantas jornadas, juntamente com seu filho Rafael(Leleu) que iniciamos verdadeiramente a paixão pela aventura que dura até hoje, praticamente foi nesta caminhada onde tudo começou.
O Pico da Pedra Branca ponto culminante da cidade do Rio de Janeiro, com 1024 m de altitude está localizado no parque que leva seu nome. Situado na Zona Oeste da cidade, o Parque Estadual da Pedra Branca foi criado em 1974 e é o maior parque natural urbano do mundo, com área de 12.500 hectares, e para se ter uma idéia que não é pouca coisa, ele possui uma área quase 3 vezes maior que o Parque Nacional da Tijuca. O parque foi criado para proteger os resquícios da nossa Mata Atlântica e nele encontramos além do Pico da Pedra Branca, as represas do Camorim e do Pau da Fome, um antigo aqueduto, antigas fazendas coloniais e um importante patrimônio arquitetônico, com a Capela de São Gonçalo do Amarante, construída em 1625, a Igreja de Nossa Senhora de Monserrat, de 1776, e a Igreja de Nossa Senhora da Conceição e São Boaventura, construída por volta de 1730.
No dia marcado, estávamos nós lá, com um grupo de mais de 50 pessoas, de idades variadas, Thiago com apenas 6 anos, comandados por um guia de nome Mariano, morador da área e conhecedor profundo de todas as parte do parque.
A trilha efetivamente começou pela localidade conhecida pelo nome de Viegas no Bairro de Bangu e ao longo do caminho atravessamos sítios com plantações de hortaliças, laranjas e muita banana, encontramos vários riachos e pequenas cachoeiras e alguns mirantes. Depois de aproximadamente 2 horas de caminhada, paramos para descansar e comer algo num local conhecido como “Caixinha”, reservatório construído pela antiga Fabrica Bangu para captação de água para suas instalações industriais. Seguimos em frente, sempre por trilhas ora floridas ou com muitos e deliciosos frutos de amora silvestre, espécie endêmica na região.
Chegamos ao cume do Pico da Pedra Branca após quase 5 horas de caminhada, com os pequenos Thiago e Rafael firme e forte, esses baixinhos foram guerreiros mesmo. Lá existe uma grande pedra de cerca de 3 metros de altura, que parece que foi cuidadosamente colocada aí só para que o Pico da Pedra Branca ficasse maior que o Pico da Tijuca, já que a diferença entre os dois é de exatamente 3 metros. No alto dessa pedra tem um marco de cimento marcando o ponto mais alto da Cidade do Rio de Janeiro e conseqüentemente o mais alto de todo parque. É uma diversão a parte subir na pedra, ver os outros escorregando além de apreciar o visual lá do alto da pedra, que sinceramente não é grande coisa, dá apenas para ver o Maciço de Gericinó, Maciço do Tinguá, Campo Grande, parte da baixada fluminense e uma linha de montanha ao fundo que é a Serra dos Órgãos ao norte vislumbramos desde o Recreio até a Restinga da Marambaia ao sul.
Ficamos ali por cerca de 1hora, tiramos muitas fotos e resolvemos retornar, pois devido ao grande número de pessoas, o Mariano temia que chegássemos lá embaixo na escuridão, o que não ocorreu, pois chegamos ainda com o dia claro. Terminava ali esta aventura, mas começava outra bem maior que dura até hoje.
Resolvi escrever este artigo, por se tratar de um marco na história do Tô Perambulando, pois como relatado anteriormente, foi aí que tudo começou. Valeu Herbert, pela amizade e pelas aventuras que vivemos e que com certeza viveremos ainda mais, e que o site continue bombando. Um abraço.

Valdir Neves






sábado, 20 de julho de 1985

PRAIA DA SOROROCA - ANGRA DOS REIS/RJ (2)



A segunda caminhada a Praia da Sororoca em Angra dos Reis foi em julho de 1985. O grupo contava com vários amigos, além de meu filho Thiago com apenas 9 meses de idade. A caminhada começou pela Rua dos Pretos Forros em Caetés, seguindo depois pela Rua da Barragem, até chegar a estrada que dá acesso a Praia de Caetés à esquerda e a Praia da Sororoca a direita. Após uma subida suave de quase 1km nesta estrada, com belos visuais da Praia de Garatucaia, de Conceição do Jacareí e bem ao fundo de uma grande serra que faz parte do Parque Estadual de Cunhambebe, chegamos ao local que dá acesso a trilha, onde um muro de pedra com um portão é a senha de entrada. O início da trilha é basicamente composto de vegetação rasteira, e como o sol não nos deu moleza, apesar de estarmos descendo em direção a praia, a situação só foi amenizada com o belo cenário descortinado a nossa frente, que nos apresentava um mar azul e ao fundo grande parte da Ilha Grande, realmente é para parar e refletir um pouco esse presente da Mãe-Natureza. Continuamos descendo, entrando por um trecho de Mata Atlântica, chegando logo a seguir na areia da praia, totalmente deserta, exclusiva somente para nosso grupo. Hehehehehehe.
Esta pequena praia com 150 metros é totalmente envolvida em toda sua extensão por fragmentos da Mata Atlântica, predominando em suas laterais belos costões rochosos, que nos brinda bem em frente com a Ilha Grande. Ela somente é alcançada por trilha ou por via marítima. É uma praia relativamente deserta, porém bem movimentada na temporada de verão e nos finais de semana.

Aproveitamos por mais de 1 hora as águas transparentes, mornas, e calmas com um gostoso banho. Tomamos um banho de água doce em uma cachoeirinha ali existente para tirar o sal do corpo e logo depois retornamos a Garatucaia, através de uma íngreme subida 

segunda-feira, 15 de agosto de 1983

PRAIA DA SOROROCA - ANGRA DOS REIS/RJ








A primeira vez que fomos a Praia da Sororoca em Angra dos Reis foi em agosto de 1983. O grupo contava com minhas irmãs (Tânia e Tárcia), meu tio Vicente, meu primo Rubinho, meu saudoso pai, além de minha esposa e eu. A caminhada começou pela Rua dos Pretos Forros em Caetés, seguindo depois pela Rua da Barragem, até chegar a estrada que dá acesso a Praia de Caetés à esquerda e a Praia da Sororoca a direita. Após uma subida suave de quase 1km nesta estrada, com belos visuais da Praia de Garatucaia, de Conceição do Jacareí e bem ao fundo de uma grande serra que faz parte do Parque Estadual de Cunhambebe, chegamos ao local que dá acesso a trilha, onde um muro de pedra com um portão é a senha de entrada. O início da trilha é basicamente composto de vegetação rasteira, e como o astro-rei estava a todo vapor, apesar de estarmos descendo em direção a praia, a situação só foi amenizada com o belo cenário descortinado a nossa frente, que nos apresentava um mar azul e grande parte da Ilha Grande ao fundo, realmente é para parar e refletir um pouco esse presente da Mãe-Natureza. Continuamos descendo, entrando por um trecho de Mata Atlântica, chegando logo a seguir na areia da praia, totalmente deserta, exclusiva somente para nosso grupo. Hehehehehehe.
Esta pequena praia com 150 metros é totalmente envolvida em toda sua extensão por fragmentos da Mata Atlântica, predominando em suas laterais belos costões rochosos, que nos brinda bem em frente com a Ilha Grande. Ela somente é alcançada por trilha ou por via marítima. É uma praia relativamente deserta, porém bem movimentada na temporada de verão e nos finais de semana.
Aproveitamos por mais de 1 hora as águas transparentes, mornas, e calmas com um gostoso banho, e logo depois retornamos a Garatucaia, através de uma íngreme subida.