quarta-feira, 23 de setembro de 2015

MORRO DO CASTELO / VALE DO PATI - Chapada da Diamantina / BA





Com o sol nascendo, nos despedimos da casa da Dona Lé e olhando para o morro do Castelo bem a nossa frente, a impressão é de que o topo dele é inatingível. Seguimos uma trilha de aproximadamente 1 Km até chegar ao leito do Rio Pati, que atravessamos pulando sobre as pedras. Ali começava efetivamente o início da trilha. O desafio agora era chegar ao cume do imponente Morro do Castelo, a 1280 metros de altitude, um dos cartões postais da Chapada Diamantina.
A cada passo era possível comprovar o que os guias costumam alertar, a subida do Castelo é o que há de mais difícil no Vale do Pati. Da parte de baixo até o ponto mais alto são três quilômetros. O caminho é tão inclinado que é preciso tomar muito cuidado, em alguns trechos praticamos escalaminhada. Na subida observamos uma grande variedade de plantas da região, pois a Chapada é privilegiada na oferta de água, e o clima de montanha alimenta mais essa exuberante flora. Encontramos no percurso uma raridade, uma imensa árvore remanescente da floresta primitiva que havia no local, chamada canjerana, muito usada na construção de casas. Ainda fomos acompanhados pelas arapongas, que com seu cantar estridente parecia advertir a toda fauna do local a invasão de seu habitat por estranhos.
Após subir muito, chegamos a um imenso portal, que é a entrada da caverna do Castelo. É uma das raras cavernas que a natureza esculpiu nas alturas. Logo na entrada da gruta existe uma nascente onde você poderá abastecer os cantis com água de boa qualidade. Munidos de lanternas atravessamos seu imenso salão, com 800 metros de comprimento, com todo cuidado para não sofrer nenhum acidente, pois há muitas pedras soltas no caminho. Chegamos ao final da caverna onde encontramos também uma infinidade de pedras espalhadas e descemos uma pequena trilha até chegar a um espetacular mirante, cercado por magníficas muralhas de pedra erguidas pelo tempo, com uma vista além da imaginação do Vale do Pati.
Subimos um pouco mais e encontramos outro belo mirante, também com linda vista do Vale do Pati e do Vale do Calixto, com o belo Morro Branco bem a nossa frente. Galera não há cansaço que atrapalhe a sensação gostosa de estar naquele lugar mágico. Vale a pena todo o esforço para chegar ali, não existe palavras para descrever o que sentimos. Só a certeza de ver o quanto somos pequenos diante de tanta grandeza, e de tanta beleza.
Curtimos muito aquele lugar e retornamos por outra entrada da gruta até pegar a trilha normal, chegando no rio Pati tomamos aquele gostoso banho e logo seguimos em direção a casa do Sr. Jailson, onde chegamos no final da tarde e a galera degustou por incrível que pareça uma cerveja bem gelada, hehehehe.
A famosa prefeitura se encontra bem ao lado da casa do Sr. Jailson, foi um antigo entreposto de mercadorias e produtos produzidos no Vale do Pati que os tropeiros utilizavam como pouso e para conferir acertos de contas antes de seguir em viagem para Andaraí, grande centro urbano da época. Atualmente, a Prefeitura serve também como hospedagem dos aventureiros que visitam o Vale do Pati. Lá é fácil encontrar outros caminhantes que compartilham da mesma experiência. À noite, sempre rola um papo interessante e animado sobre as últimas novidades e aventuras na Chapada Diamantina.
Saboreamos um delicioso jantar com farta comida caseira, curtimos muito a Maiara, única criança do Vale, filha do Sr. Jailson e Dona Maria. Eles podem se considerar privilegiados, pois moram bem em frente ao monumento mais majestoso do Vale, o Morro do Castelo. Deste lugar a gente sabe porque chamam aquele morro de Castelo.
Eu na Entrada da Gruta do castelo, ao fundo Morro Branco

Entrada da Gruta

Eu e o Fernando na saída da gruta
Eu no 1º mirante

Herbert na saída da gruta
Simone no 1º mirante
Fabiano no 1º mirante

Galera no 1º mirante

Herbert no 1º mirante
Visual do 2º mirante
Visual do 2º mirante
Fernando no 2º mirante
Eu no 2º mirante
Herbert no 2º mirante



































terça-feira, 22 de setembro de 2015

CACHOEIRÃO POR CIMA / VALE DO PATI - Chapada da Diamantina / BA






O Cachoeirão é a segunda maior cachoeira da Chapada e dependendo da quantidade de chuvas, podemos avistar mais de 20 quedas de água despencando de quase 300 metros de altura. É uma caminhada com 18 km, com longos trechos de subida e descida, sendo dividida em 2 partes. Os primeiros 2 km são feitos em trilha bastante íngreme e os 7km restantes realizados em trilha plana, sobre os Gerais do Rio Preto, até alcançar a cachoeira. O retorno pode ser feito pelo mesmo caminho, ou por outra trilha alternativa.
Após o café pegamos uma trilha com grande subida contornando a Serra do Sobradinho com destino ao Cachoeirão por cima, passando próximo a Toca do Gavião, lugar muito utilizado por aventureiros para pernoitar quando seguem em direção ao Cachoeirão. Ficamos em boa parte da trilha muito expostos ao sol, pois caminhamos em área com vegetação muito baixa nos campos dos gerais do Rio Preto. Porém penetramos na parte final em área com uma vegetação remanescente de Mata Atlântica com sombra e pequenas quedas de água, que servem para amenizar o calor.
Gastamos aproximadamente 3 hs até chegar ao nosso destino final, recompensados com dois belos mirantes para observação por ângulos diferentes das quedas de água despencando dos paredões e do grande vale em forma de cânion bem lá embaixo, que se estende entre as montanhas. No primeiro, sequencia natural da trilha, procuramos nos abrigar do sol para nosso lanche e descanso sob grandes pedras ou debaixo de árvores ali existente. O segundo, bem próximo, porém mais a esquerda, possui uma pedra pontiaguda, onde podemos sentar e contemplar toda exuberância do Vale do Pati. Ambos mirantes rendem ótimas fotos.

Retornamos pela mesma trilha a casa da Dona Lé, porém existe uma rota alternativa para descer a Serra do Sobradinho, mas que exige mais esforço, pois a descida é realizada através de uma fenda, existente entre duas monumentais rochas sempre cobertas por uma vegetação bem preservada. Cabe ressaltar que neste percurso é indispensável o acompanhamento de um guia experiente devido à dificuldade do trecho. Esta trilha é considerada semi-pesada.


Nos Gerais do Rio Preto

Gerais do Rio Preto

Gerais do Rio Preto

Gerais do Rio Preto

Chegando ao Cachoeirão

Galera no 1º mirante do Cachoeirão

1º mirante do Cachoeirão

Didi no Mirante

1º mirante do Cachoeirão
Nosso guia Beto no 1º mirante
Didi no 1º mirante

Diego no 1º mirante do Cachoeirão
Fernando no 2º mirante do Cachoeirão

2º mirante do Cachoeirão



Diego no 2º mirante do Cachoeirão

Herbert no 2º mirante do Cachoeirão

Gerais do Rio Preto

Gerais do Rio Preto com a Serra do Sobradinho

Gerais do Rio Preto com a Serra do Sobradinho

Morro do Castelo

Casa de Dona Lé

Casa de Dona Lé ao fundo Morro do Castelo

Pôr do sol no Morro do Castelo